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O Passado Presente
VVE E
Nome O Passado Presente
Escrito por [[Usuário:MorgaineLeFay|MorgaineLeFay]]
Data de lançamento 13 de dezembro de 2013
Simsérie Viver a Vida em Estranhópolis

Cronologia
Capítulo Anterior Viver a Vida em Estranhópolis - Capítulo 2: O Labirinto de Lola
Próximo Capítulo O Reino de Amanda
Mudou-se

Propriedade

Viver a Vida em Estranhópolis - Capítulo 3: O Passado Presente é de propriedade de MorgaineLeFay. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.


Parte 1 - Os Rosnado

Imito Rosnado não entendeu muito bem quando foi chamado à casa de Olívia Espectro. Sentia-se confuso, pois jamais tivera alguma relação com ela, uma senhora no mínimo quarenta anos mais velha do que ele. Deliberou alguns dias, consciente de que ela era uma assassina, informação pública, até que não pôde conter a curiosidade.

Olívia parecia um ser de outra dimensão, assemelhava-se mais a um fantasma do que a uma pessoa. "Os tempos estão difíceis para mim, meu filho. Ofélia já não está comigo, e jamais estive tão sozinha. Gostaria que Nervoso viesse morar comigo, mas ele já consentiu pelo menos em voltar seu nome ao que lhe dei... ele nem sempre se chamou Nervoso, esse nome foi dado pelo crápula do Loki, que a essa hora descansa embaixo da terra, maldito seja... Perdoe-me, Imito, há tempos que não tenho com quem conversar, e você é um ouvinte adequado."

Ela pegou a mão de Imito e o guiou até seu adorado cemitério. "Sabe, não tenho mais problemas em assumir, sou uma assassina, e a morte irá punir a qualquer um que tente me fazer mal, a morte gosta de mim. Está vendo essas lápides? Todos mereceram estar aí. Matei André quando descobri que tinha uma amante. Seu irmão, Josué, morreu porque tentou me impedir. Alceu e Amadeu foram ambos meus amantes, mas só um conseguiu noivar comigo... Acordamos, eu e André, no meio da noite, com Josué apontando uma arma para ele, por isso o matei, mas já era tarde. O último, Inglório, eu não amei, talvez por isso tenha deixado-o morrer tranquilo, afinal a paixão não me obrigou a matar este... Mas isto não é da sua conta, jovem, e não sei por que estou revelando tanto. Está vendo aquela lápide ali? É da sua mãe.". Viu que Imito transformava-se pela ira, e por isso tratou de explicar: "o responsável pela morte é o seu honrado pai". "Como pode ser isso, senhora Espectro? Mamãe desapareceu quando eu tinha 12 anos, ela nos abandonou! E ela não morreu, não! E meu pai nunca..." mas Olívia o interrompeu. "Seu pai é um crápula, se fosse meu marido, morria só por ser um crápula!".

Paralisado, assistiu enquanto ela abria a lápide e retirava pequenos ossos, os dedos daquele esqueleto. "Preciso fugir", pensou, "Ela pode me matar!", mas não fez nada. Olívia colocou os ossos em uma urna e entregou-a a Imito, depois limpou as mãos no vestido. Levou-o para dentro da casa, onde ele desabou a chorar.

"Pare com isso, menino! Está parecendo a Daniele quando... Enfim. Entreguei-lhe esta urna para que você faça uma coisa: Veja, aqui está um telefone que só disca para um grande amigo meu. Quando chegar em sua casa, monte-o sobre um altar de pedras e aperte o botão "chamar". Você deve gastar todos os recursos de sua família para ressuscitar sua mãe.

Imito não imaginou que iria ligar para a morte.

Chegando em casa, confrontou o pai, na frente dos irmãos. "É verdade que o senhor matou a mamãe?" Viu pelo canto do olho Culatra pôr as mãos sobre os ombros de Armânio, que quase entrava em choque. "Escute aqui, moleque! Tenho vinte e dois anos de profissão e tudo o que já matei foram bandidos, foras da lei, COMO VOCÊ PARECE QUERER SE TORNAR! Me respeite ou compre sua própria casa!".

Imito sentiu ódio pelo pai, e só sossegou quando, montado o telefone, ouviu a voz sepulcral e rouca que era o último som que milhões ouviam. A voz deu-lhe instruções para acender fogo sobre o altar que montara e queimar o dinheiro e os ossos de quem queria ressuscitar. Feito isto, cessou de ouvir os ruídos, e viu a mãe aparecer em um halo luminoso. O pai e irmãos se aproximaram correndo para ver, e Lilá virou-se imediatamente para o marido, gritando.

"Naquela noite em que me matou, você realmente pensou que ninguém ia descobrir? Pensou que do alto eu não ouvia as mentiras que contava sobre mim? Pensou que podia me afastar dos meus filhos? E como você cuidou mal! Estão vendo este homem, meninos? A última vez que o vi foi quando me perseguiu até a casa de Olívia Espectro, queria me matar! Me matar! Assassino! Devia estar ele morto! Me afastou dos meus filhos da forma mais distante que podia, desprezível! Eu digo, General Bruto Rosnado, retire-se dessa casa agora! Moverei céus e terra para vê-lo atrás das grades!"

Enfim, após mais de quatro anos, Lilá abraçou os filhos, um de cada vez.

Parte 2 - Os Curioso

"Vicundo, querido, como estão as coisas?", era a voz animada de Jeanie ao telefone. Ela tinha 47 anos, dez a mais que ele, e esse era um de seus raros dias de folga.

"Por aqui tudo bem, Jeanie. A venda da mansão de Circe foi um ótimo negócio, sabe, nossa casa é muito melhor, e ainda deu para pagar a festa de casamento e sobrou. Recebemos algumas pessoas aqui, só você que ainda não veio nos visitar. Estou muito apaixonado pela Circe, ela é uma ótima esposa. Precisa ver como está contente com o bebê, já tem o quarto pronto, todo em branco e amarelo, cores neutras. Não quis fazer ultrassonografia, prefere descobrir quando nascer..."

Continuou: "Mas e você, como está?" "Bem, você sabe como fiquei mexida depois que o João foi inventar essa história de faculdade. Estou acostumada a ter meus dois filhos por perto, e a casa está tão vazia! A Jill é mais apegada ao pai, já a descobri matando aula para jogar xadrez com ele, escondidos na biblioteca...", mas sua voz ficou mais baixa e com uma nota de pavor. "Me pergunto o que aconteceria se um dia ele descobrisse!"

"Calma, Jeanie. Isso é impossível."

Jeanie percebeu que o marido descia as escadas e desviou do assunto. "Precisa ver como ela ficou uma moça bonita, Vicundo, transformou-se, nesses últimos meses! E traz a Circe pra nos visitar, nem parece que moramos na mesma cidade!".

Riu, mas tinha medo. Alguma hora, seu castelo iria desabar.

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