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Adeus à Adolescência
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Nome Adeus à Adolescência
Escrito por [[Usuário:MorgaineLeFay|MorgaineLeFay]]
Data de lançamento 28 de setembro de 2013
Simsérie Viver a Vida em Estranhópolis

Cronologia
Próximo Capítulo O Labirinto de Lola
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Propriedade

Viver a Vida em Estranhópolis - Capítulo 1: Adeus à Adolescência é de propriedade de MorgaineLeFay. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.


Ofélia Nigma estava cansada de morar com a tia, Olívia Espectro, de quem jamais gostara. Não entendeu muito bem quando disseram-lhe que já não podia ver a mãe, e aquela senhora alta e magra segurou sua mão e a levou para uma casa cheia de lápides onde duvidou que seria feliz. "Vou te ensinar tudo o que sei", disse a senhora, sua tia Olívia, e desde então Ofélia aprendeu, dissimulando o interesse e mantendo sempre a tia à distância. A melhor coisa que aconteceu para ela naqueles anos foi João. Ele sim sabia consolá-la e afastar a angústia com poucas palavras. Ele sim sabia como era agir com um ser humano, e por isso Ofélia apegou-se àquele mestiço com todas as forças que tinha.

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Por isso, sentiu o chão se abrir sob seus pés quando ele informou, por um telefonema, que iria para a universidade. Isto faria dele um Jovem Adulto, que a ela, uma Adolescente, seria inacessível. Não! Precisava ir com ele! E disto resultou a pior briga que já teve com a estranha tia.

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-- Você não vai e pronto, Ofélia! Não posso me mudar daqui agora, e não vou deixá-la morar com um homem... pior que isso: um menino! -- O olhar de Olívia era ameaçador, embora não gritasse e o som de sua voz estivesse perfeitamente afinado.

-- Se eu não for, vou perder tempo nos cargos mais baixos até atingir uma boa posição em qualquer carreira! A senhora acha que minha mãe iria gostar disso?

-- Com certeza sua mãe não iria gostar de ter uma filha grávida no começo da vida! E eu sei que é isso que você quer!

Ofélia não pôde mais manter a calma e gritou:

-- Como é que eu posso ouvir os conselhos de uma velha que coleciona túmulos no quintal??

-- Não repita mais isso se não quiser estar em uma delas!

Ofélia saiu para a escola, não sem antes bater a porta e lançar um olhar ameaçador para a tia. Olívia esperou que a jovem saísse, consciente de que suas palavras foram duras, mas sem remorso, pois não pretendia concretizar a ameaça, jamais. Mas precisava de sangue. Precisava de morte. E precisava de vingança. Telefonou para Loki Bicudo, aquele monstro que sequestrara seu filho do orfanato para onde fora injustamente levado. Era o dia de Loki, e chegava tarde.

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Sorriu graciosamente para o homem loiro cuja figura desagradável assomava em seu portão.

-- Loki, querido vizinho, que bom que finalmente aceitou meu convite! Onde está sua graciosíssima esposa?

-- Olívia, os anos não passam para você! Continua exatamente igual! Circe está no trabalho, por isso não pode vir...

-- Ah, sim, o trabalho dignifica, mesmo que envolva testes em pessoas, não é, querido Nervoso? -- Piscou para o filho, que já conhecia seu plano. -- Venha, vizinho, venha conhecer as obras que estamos fazendo aqui em casa! Quero construir um porão, acho prático... Guiou-o até a sala de jantar, onde uma cratera fora aberta e para a qual empurrou Loki. Não havia como escapar do buraco.

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-- Olívia! Não pense que eu vou ficar aqui! Vou chamar a polícia para você, sua velha louca! Me tire daqui ou será pior! Circe sentirá minha falta! Você vai pagar por todos estes assassinatos! -- Gritava Loki.

-- Grite, monstro torturador, e veja se aprende a não roubar o filho dos outros!!

Mas Olívia deu um presente a Loki: uma corda, para passar o tempo ocioso pulando. Depois, preparou-se para cobrir a cova em que o enterrava vivo com o assoalho da sala.

O banho de sangue a revigorou. A cobertura ficou tão boa que não se ouviam os gritos daquele que em pouco tempo estaria morto. "Talvez esteja desconfiando muito da Ofélia. Ela se parece comigo, será prudente... Acho que vou deixá-la fazer o que quer. Será melhor para sua vida profissional."

Quando Ofélia chegou da escola, recebeu a notícia de que poderia ir para a universidade, sob a promessa de não engravidar até que tivesse um bom salário. Olívia nunca a viu tão feliz, nem quando era uma garota pequena e sombria que seguia a mãe para qualquer lugar.

Depois disto, restava cavar a sepultura de Loki, em seu querido jardim. "Este lugar está bom... Muito bom..."

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E, além disto, fazer as pazes com a sobrinha, que logo não teria mais a seu lado.

Algum tempo depois, Ofélia Nigma embarcou em um ônibus até La Fiesta Tec, onde pretendia passar os próximos anos. Havia conseguido duas bolsas, uma por suas boas notas e outra pela condição de órfã, e estava cheia de expectativas para o futuro. Mal podia esperar até que João se juntasse a ela!

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