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Guy Shaw
Tsw fundo4
Nome Guy Shaw
Escrito por MorgaineLeFay
Data de lançamento 30/05/14
Simsérie Negócio de Família
Classificação Classificação Livre Livre

Cronologia
Temporada 1
Capítulo Anterior O Casamento
Próximo Capítulo Apenas o Começo
Guy Shaw
Mudou-se

Propriedade

Negócio de Família - Capítulo 4: Guy Shaw é de propriedade de MorgaineLeFay. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.



Informações

O capítulo 4 de Negócio de Família apresenta ares mais violentos. A rixa entre Guy e Alex, tão mortal que chegou a uma agressão física no casamento de Carolyn, chega a um grau preocupante. Poderão esses dois ramos prejudicar toda a Família?

O Capítulo

- Ele me telefonou e disse que está na estação de trem!! - ela gritava.

- Sim, Jane, mas por que está brigando comigo? - Mark se sentia confuso.

- Você não entende o que isso significa!

Guy A

- Então por favor me diga! Está me deixando perdido!

- Eu também não sei o que significa, é por isso que estou desesperada!

- Olha... calma! O que é que tem de errado no seu irmão vir aqui? Ele pode só ter vindo fazer uma visita! E se tiver se mudado para cá, será bem vindo, não é?

Parte I

Mark estava certo. Era o ano de 1978, ela tinha trinta e oito anos, e não era uma órfã de treze ou uma garota de 17 que visitava diariamente a loja de móveis do futuro marido. Ela tinha um marido agora, e não seria atingida por nada.

- Temos que buscá-lo na estação, então - ela suspirou, rendendo-se.

Guy B

Guy Shaw parecia assustado, mas mesmo assim cumprimentou seu cunhado, Mark, efusivamente. Ainda assim, apenas Jane percebeu isso, já que seu marido parecia verdadeiramente contente em ver o cunhado. Quando por fim se dirigiram ao carro, Jane fez um sinal a Mark e Peter, que acompanhara os pais, para que esperassem.

Estava sozinha com seu irmão, após mais de vinte anos. E já foi direto ao ponto.

Guy C

- Guy, você vai me contar o que está acontecendo?

- Do que está falando, Jane? Não está acontecendo nada. Só pedi demissão do meu emprego e vim morar aqui! Preciso ficar na casa de vocês só até arranjar outro emprego, depois lhes deixarei em paz.

Ela se arrependeu por ser rude.

- Não é a isso que me refiro. Não me importo de ter você em casa. Você é meu irmão, estava com saudades. Mas vamos ser razoáveis, por que pediu demissão?

- Ah, aquilo era muito pra mim... Mais de vinte anos de trabalho e fui rebaixado, colocaram outra pessoa no meu lugar, um cara mais novo do que eu.

- Mark e Peter estão vindo. Em casa conversamos...

Mas não conversaram mais sobre aquilo. No outro dia, Mark convidou o cunhado para ver o que se tornara a loja. De uma construção retangular em um terreno sem árvores, era agora um sobrado de dois andares em L e pintado em tons de verde, do qual se preparavam para ocupar a parte de cima. Jane, já praticamente sem suspeitas, deixou de analisar o comportamento do irmão, e só soube anos depois que ele, na loja, reprovara visivelmente o modo de trabalho e entrara no escritório de Alex.

Ali começou a estrondosa rivalidade. Alex se mostrou cordial durante todo o tempo, mas era qualidade de um bom homem de negócios saber mostrar apenas os sentimentos que lhe fossem convenientes. Não se sabe se a antipatia surgiu quando Guy fechou a porta, quando cumprimentou o irmão de seu cunhado ou quando proferiu as palavras seguintes.

- Alexander, acredito que minha irmã tenha lhe contado sobre meu emprego em Bridgeport.

- Não, Guy, na verdade ela nunca disse nada... - "Ela nunca falava de mim, então?", Guy pensou.

- Bem, eu posso lhe contar agora. Eu fui gerente da Tom 20's Planet, uma fábrica de eletrônicos.

Guy F

- É mesmo? - Alex disse, indiferente.

- É - ele disse - eu tentei falar disso com você ontem, mas não o encontrei em casa, e há uns dias atrás também te liguei, mas você não respondeu... - calou-se por um minuto e continuou - Bem, Alexander, será que você poderia considerar me colocar como gerente-chefe? Esta empresa precisa de um gerente ativo, já que você está sempre viajando. Garanto que não vou decepcionar.

Alex começou a se mostrar ausente.

- Essa empresa já tem um gerente. E como cunhado do meu irmão, e mais, irmão da Jane, eu ofereceria de bom grado um emprego a você. Mas aqui os empregos são simples - venda, reposição de estoque, operar o caixa, limpeza... Ainda somos uma empresa pequena. Mesmo assim, o Mark me representa bastante bem quando não estou. - Ele falava lentamente, acrescentando cada frase após instantes de silêncio.

- Eu sei, Alexander, mas por que eu não posso ser ao menos gerente? Me diga porque só você pode ser o chefão e eu não? Eu sou muito experiente para ser gerente, você sabe disso. Você que não quer, não sei por quê.

- Você está me desacatando, Guy. Eu sou o "chefão" porque tenho investido mais na loja, mas meu irmão tem a mesma liberdade que eu, e, além disso, estamos treinando Lewis e Peter para seguirem nossos passos quando nos aposentarmos. O que quero dizer é que por enquanto temos funcionários suficientes, mas isso não impede que você se dedique nas três áreas que eu citei.

- Na verdade eu já combinei com o Mark de cuidar das vendas, mas não é um serviço que eu goste de fazer, ficar vendendo, repondo, apanhando da caixa registradora - ele riu, sem convicção - Eu queria é mudar o design da loja, eu sou um Designer, me divirto mais é fazendo projetos tanto para expandir o negócio quanto para melhorar a estética dele. Por isso estou pedindo de novo. Por favor, seja compreensivo...

O telefone tocou.

- Você pode me dar licença, Guy? Tenho que atender. E, por hora, fique nas vendas, está bem? - ele disse, cordialmente.

Guy Shaw saiu da sala de Alex com um gosto estranho na boca, uma indignação que o fazia apertar as mãos e bufar. Ele permaneceu nas vendas durante algum tempo, embora considerasse aquele um serviço inferior, olhando tristemente para a porta da sala em que Alex provavelmente procurava investidores, pensava no futuro, contabilizava gastos e lucros, tanta coisa interessante.

Após meses, ele não mais se conteve. Alexander estava em mais uma de suas viagens, era a oportunidade perfeita que Guy tinha para mostrar seu valor. Procurou por Peter, que acabava de registrar uma última venda na caixa registradora.

- Olá, Peter. Preciso que me faça um favor.

- O que é, tio Guy?

- Bom, como o seu tio está viajando e o seu pai não está aqui, você se torna a pessoa no comando. Muito bem, um homem! Bom, como responsável pelas vendas e, por agora, pela reposição de estoque, quero que você encaminhe estes pedidos aos fornecedores para mim.

Guy G

- E peça para deixarem as caixas desses três últimos lá no andar de cima. Precisam ser montados e eu me encarregarei disso.

Peter estava acostumado a encaminhar pedidos de reposição de estoque, e naquele minuto em particular estava muito ocupado, por isso não leu o pedido, apenas preencheu-o com os dados da loja e, posteriormente, entregou-o ao representante da fábrica.

As caixas chegaram em quinze dias, e foram colocadas onde Guy havia solicitado. Quando o expediente da loja terminava, ele permanecia ali montando os três objetos que sem dúvida trariam muito lucro à Rafaelli's. Após mais cinco dias, instalou-os no pátio da loja - era melhor que ficassem na área externa, que deveria, em breve, receber outros produtos - e esperou que Alex os visse. E ele viu.

Guy H

- QUEM COLOCOU ISSO AQUI?

- São... São os novos produtos à venda, acho que precisamos de produtos para o quintal e...

- QUEM TE DEU PERMISSÃO PARA FAZER ISSO??

- Na verdade eu não... não pedi permissão a ninguém...

Guy I

- Além de não pedir a ninguém, olha o que você pediu! Trabalhamos com coisas baratas, essa banheira de hidromassagem deve custar milhões! Essa maquete de trem nem é um móvel, quem é que vai comprar isso? Olha só pra essa... essa... essa bola gigante que eu não sei nem o que é!

- Você precisa ousar, Alexander, ir além! - Guy disse, desesperado.

- Ousar, ir além, não foi o que encheu a minha barriga, do Mark, da Jane e dos meninos durante todos esses anos! O estoque da loja fica como está até que eu ou o Mark decidamos que tem que mudar! E você pode desistir do seu emprego!

Dito isto, voltou para dentro da loja. Desolado, Guy voltou para a Mansão sozinho. À noite, quando Mark e Alex voltaram do trabalho, ele estava ali.

- Olhe - disse a Alex - eu acho que você não entendeu muito bem a minha proposta. Eu acho que expandir é sim o espírito da coisa. Você nunca será o dono de uma multirregional se não começar aumentando o estoque da matriz.

- Olhe - Alex respondeu - eu acho que não pedi sua opinião sobre nada, e já lhe disse o que tinha para dizer.

Guy J

- Vamos sair daqui - Jane disse, e, puxando o irmão por um braço, caminhou com ele até um bar. Lá chegando, continuaram a conversar.

- Ah, Jane, eu sei que fui controlador, obsessivo, calculista, no passado, mas isso mudou. Eu mudei, e ninguém acredita.

Ela sentiu pena.

- Eu acredito. Todos acreditamos, Guy. Temos visto o trabalho que você tem feito como vendedor, as vendas aumentaram, o dinheiro está entrando, e isso não é por acaso. O Alex só está nervoso, mas descanse.

Guy pediu uma cerveja, e sua irmã, um refrigerante. Ela não bebia. Conversavam um pouco sobre assuntos diversos, acabaram rindo. Depois, pagaram a conta e se prepararam para voltar para casa.

- Alex acabará vendo suas qualidades, pode ter certeza, Guy. E deixe eu lhe contar um segredo: Mark está conversando com ele agora.

- Deixe eu lhe contar um segredo também.

Guy K

- Se um dia eu for gerente, farei com que o seu trabalho também seja reconhecido.

Ela se assustou um pouco, mas voltaram para casa e não tocaram no assunto.

Enquanto Jane e Guy estavam no bar, de fato Mark e Alex conversavam.

- Alex, a respeito do Guy...

- Ah não! Você vai me dizer que eu fui injusto, que deveria ter pensado antes de falar, que fui grosseiro...

Guy G1

- Não, vou te dizer que por enquanto ainda somos sócios e que por isso ele fica no cargo.

- Você está me desafiando, Mark?

- Não, só estou usando a razão. Ele é um excelente funcionário.

Entredentes, Alex, contrariado, resmungou:

- Então deixe ele ficar, só sei que teremos problemas. E enquanto a sociedade existir, exijo que ele jamais suba de cargo.

Após a chegada de Jane e o jantar - ao qual Alexander não compareceu -, todos foram para suas camas. Ali, antes de dormir, Mark e Jane iniciaram uma conversa.

- O que o seu irmão disse? - ela perguntou.

- Nada de sério, mas ele parece achar que o Guy oferece perigo. Eu lembrei a ele que temos uma sociedade e disse que não pretendo tirar o cargo do Guy.

Guy L

- Você fez bem. Talvez ele mereça essa chance. Mas, Mark, cuidado. Eu não confio completamente nele, então você também não deve.

- Fique tranquila, querida. Estou pesando os benefícios e prejuízos.

- Ainda bem que o Alex não descontou no Peter, ou eu teria que ter uma conversinha com ele - Jane disse. - Apesar de ocupar um cargo bastante elevado, ele tem apenas quinze anos, é apenas um menino, e merece o direito de errar. E até que ele erra pouco.

- Alex e ele são bastante parecidos, você notou? Os dois trabalham muito, fazem as tarefas perfeitamente, e não são de conversa.

- Temos filhos maravilhosos, Jane.

- Sim, filhos e netos maravilhosos. E devemos pedir à Ophelia para que deixe Mandeline passar as férias aqui, sinto falta dela. Felicity ainda é muito pequena, Edward também.

Parte II

No outro dia, um espírito de alívio pairava pela casa. A família tomava café da manhã.

Guy G2

- Então me disseram que eu estava muito velho para o trabalho e me demitiram, pode, isso? - Guy contava. Lewis e Peter, ambos aspirando um futuro corporativo, escutavam, assustados.

- É por isso que Jane e eu incentivamos os meninos a trabalhar na loja, nenhum deles vai demitir a gente quando estivermos velhos... Bem, espero que não - Mark disse, e os meninos riram.

- Onde está o tio Alex? - Lewis perguntou.

- Ele não quer descer para tomar o café com a gente, disse que ainda está com sono.

"Alex? Sono?", Jane pensou.

- Ele deve estar com raiva de mim ainda - Guy disse. - Eu deveria ter pedido a permissão dele.

- Deveria, mas isso é uma tempestade em copo d'água! - Peter comentou.

- Na verdade ele é obsessivo com a loja, é até de estranhar. E ele não gostou de mim nem um pouco, dá pra perceber. Eu sei que posso não ter dado a melhor das impressões quando conheci vocês ou antes do casamento, mas eu mudei!

- Sabemos que mudou - Mark disse.

- Mas ainda não entendo por que você deixa ele mandar na loja, agir como se fosse o dono, se 50% são seus e 50% são dele. É uma sociedade ou não é?

- Sim, mas eu tenho bastante influência, e...

- Isso não está certo - ele quase cochichava -, ele te trata como empregado! Você tem toda a autonomia para decidir o que quer...

- Eu fiquei em débito com ele quando tirei dinheiro da reserva para o casamento, e minha dívida aumentou um pouco, e ele é o idealizador do negócio, por isso...

- Ah, mas não está certo. E acho que Lewis e Peter deveriam ter um salário maior.

Peter suspirou, entediado. E foi o fim da conversa, por enquanto.


Alex e Guy suportaram a presença um do outro por muito tempo, embora Alex se valesse de sua categoria de dono da loja para demitir o cunhado de seu irmão sempre que possível, ainda assim ele era sempre posto de volta em seu cargo. Guy realizava atividades ousadas como coordenar outros funcionários, geralmente Mark, para realizar algumas ações que ele julgava necessárias para fins de divulgação, ou contratação de funcionários. Também não se furtava a mostrar para Alex seus melhores projetos, que eram sempre recebidos com indiferença ou até ira.

Guy M

Nós não vendemos carros em uma loja de móveis!

Por isso, Alex passou a ausentar-se muito mais. A pretexto de inaugurar filiais da loja em outros setores da tão crescida Pleasantview, e, depois de algum tempo, talvez fora dela, ele passou a participar de congressos e convenções em outros países.

Por fim ele retornou, em 1985. Houve uma semana exata de trégua, mas, no oitavo dia, outro evento dramático. Alex esperou que a noite caísse e a família estivesse entretida assistindo televisão, e chamou Mark para ir à loja.

- Quero lhe mostrar meu mais novo projeto - ele dizia, no carro - mas precisamos estar lá para que você possa imaginá-lo melhor. É fantástico, simplesmente fantástico!

Quando chegaram, Alexander estava simplesmente radiante, de uma forma que Mark não se lembrava de tê-lo visto algum dia.

- Olhe para isso - disse, estendendo os braços e indicando o pátio em que estavam - Isso é muito espaço. Descobri o que fazer com isso. Já temos dinheiro para construir na parte de cima da loja, e com o dinheiro que vamos ganhar lá podemos construir outro edifício aqui!

Guy N

- Claro! Claro, Alex! Já devíamos ter feito isso há muito tempo! Faz 12 anos que estamos nesse ponto e até hoje vendemos os mesmos móveis e só no andar de baixo!

- Pois é, mas isso não vai se repetir por muito tempo porque...

Sua voz sumiu. Guy Shaw. Ali, embaixo do poste. Guy Shaw havia seguido-os até ali. Ele escutara toda a conversa.

- Oi, olá! Eu... vocês saíram, e... - ele ria, envergonhado, mas era inútil.

Guy O

- EU VOU TE ENSINAR, SEU bobba  !!!!!!! Com que direito você ME SEGUE?

- EU RESPEITEI VOCÊ ATÉ AGORA, MAS VÁ À bobba , SEU bobba  !!!!!! Seu bobba , bobba , filho da bobba , bobba de bobba !!!

Guy P

Mark acabou apanhando quando tentou separá-los, por isso teve que esperar que se cansassem antes de conseguir o objetivo. Quando, por fim, os teve separados, precisou dar uma bronca em seu irmão mais velho.

- O que é isso, Alex? Você não parece ser um adulto! Um adulto não, praticamente um idoso! Você tem cinquenta anos, já se deu conta disso? E você também, Guy. Vocês tem a mesma idade e estão brigando na rua como adolescentes! Aliás, durante os últimos sete anos, me parece que têm voltado à adolescência! Desse jeito está insuportável!

Guy Q

Continuou:

- Desde que mudamos para cá, você viaja o tempo todo e eu tenho que tomar conta disso tudo sozinho, e você não pode ter o mínimo de consideração por mim? E pelo Guy, que tem me ajudado tanto? E você, Guy, pare de sorrir, que daqui a pouco é a sua vez. Não está certo o que vocês dois têm feito, no meio da loja, para todo mundo, cada cliente, ver. É um absurdo, simplesmente um absurdo. Espero não ter que lidar com essas brigas infantis de vocês tão cedo.

- Não, pode ficar tranquilo - disse Alexander, limpando o sangue do lábio cortado - você não vai mais ver esse tipo de coisa, porque ou ele sai ou eu saio.

Mark não se atreveu a contestar naquela hora.


Saindo daquele inferno, Guy foi ao único lugar próximo em que podia encher a cara e mandar pendurar na conta, o Recanto da Tia Flor. Ali, encontrou seu velho amigo e aliado dos tempos da Tom 20's Planet, e agora colega de trabalho na Rafaelli's, Raddiek Johnson.

- Cara, você está um trapo - disse o rapaz, assustado. - Estava brincando de tarzan na floresta?

- Não. É o irmãozinho do Mark. Isso está impossível: tento fazer um bom trabalho, tento mostrar o meu valor, o meu potencial, mas ele tem uma resistência a mim que vou te contar! Não dá pra suportar!

- Você acha que ele sabe de alguma coisa?

Guy P2

- Ah, não sei. Talvez. É, só pode. Mas o Mark e a Jane não. Ela até suspeita, mas é melhor não saberem. Passado é passado, eu mudei e não quero ser julgado por ele.

- Realmente concordo com você que ele é meio quadradão, não aceita mudanças, e tal. E se ele sabe, é bem perigoso pra você.

- Segui aquilo que você me disse, de tentar alertar a família e os funcionários, e até agora deu certo, parece que eles abriram os olhos. Uma hora têm que abrir, né?

- É, pois é.

- Mas ele me demitiu.

- Não acredito! E agora?

- Não faço a mínima ideia, tenho medo de aparecer lá pra trabalhar amanhã e ele me escorraçar!

- Por que você não fala com o Peter? Ele é tão chefe quanto o Mark e o Guy, só não leva o nome...

De fato, no outro dia, a saída encontrada por Guy foi, mais uma vez, recorrer ao seu sobrinho.

Guy R

- Pois é, né, Peter... Ninguém disse que era fácil, mas ninguém disse que era difícil...

Ele largou a prancheta na qual anotava o código de um produto.

- Como assim, tio Guy?

- Bom, eu era supervisor nas vendas, sabe? Era...

Peter suspirou de impaciência.

- Tio Alex te demitiu de novo?

- É, digamos que sim.

- Bom, por enquanto ele ainda não deve ter regularizado os documentos necessários para isso, então talvez você queira continuar o trabalho até que eu e meu pai falemos com ele, não é?

- Exatamente, Peter! Fantástico!

- Lá embaixo tem uns eletrônicos sem catalogação, é um bom lugar para começar, já que a essa hora não há muitos clientes.

E assim, Guy Shaw voltou à sua função. E foi ali que Alexander o encontrou.

Guy V
Guy T

Mas, dessa vez, Guy esperou que seu sobrinho estivesse sozinho para repreendê-lo. Seria aquilo um complô contra ele? Esperou meia hora até que se acalmasse - não era necessário fazer um escândalo só para sujar o nome da loja -, mas ver Guy cochichando com Raddiek Johnson foi a gota d'água. Peter precisava ter consciência da seriedade de sua escolha.

Guy W

- Você pode explicar por que Guy está catalogando o estoque? Você viu o que aconteceu? Ele seguiu seu pai e eu, insultou-me, tem me difamado entre parentes e funcionários e gastou dinheiro desnecessário com móveis que não estão no nosso padrão. Não é a primeira vez que você lhe dá o cargo de volta sem razão. Se você não é suficiente responsável para ver quando uma demissão é merecida ou não, eu vou acabar acreditando que não está destinado a ocupar o cargo que ocupa... Você mesmo demitido pessoas quando elas merecem. Mais uma vez estou implorando a você e ao seu pai que abram os olhos em relação ao Guy, não é à toa que ele foi demitido da Tom 20's Planet!!

Peter parecia indiferente, mas na verdade não estava acreditando. Tantos móveis novos para catalogar, depois fazer uma visita à caixa registradora, recolher o dinheiro, guardar no cofre, ir à filial da loja em Harvey Square e fazer aquelas mesmas coisas... E ainda tinha um trabalho de escola, e os tios lhe arrumando problemas?

Naquela hora chegaram Guy e Raddiek. Kassandra pode ser vista subindo as escadas aflita para chamar Mark.

- Ameaçando Peter, né, Alex? Perfeito. Tudo isso que você falou tem motivo, mas quem me atacou ontem foi você, quem partiu para a agressão foi você, eu me irritei e decidi revidar, estou cansado de puro desrespeito à mim e ao meu trabalho. Depois fica apontando os erros dos outros sem nenhuma base nos fatos e desconsiderando o que a pessoa faz agora por causa de um passado que ninguém lembra e que não prejudicou ninguém aqui!

Peter aproveitou para escapulir por trás da cama. Aquela discussão iria ocupar muito do seu tempo, se ele ficasse.

- Mais uma vez você distorce as minhas palavras. Eu só quero entender. Não é normal que Peter contrarie ordens tão explícitas sem motivo. A própria concessão de um cargo a você foi errada! E é uma conversa entre mim e Peter, por favor não interfira! Eu quero entender as razões dele sem os seus gritos, você já o coagiu o suficiente!

Jane chegou ao local da discussão correndo como podia em seus sapatos de salto.

- Ah não, vocês de novo? Alexander, por que envolver meu filho nisso? Resolvam vocês dois os seus problemas pessoais! Ahn, realmente o Guy não está certo em difamar você, nem em ter seguido vocês - depois deu um olhar severo ao irmão - eu já falei pra você parar com isso!, mas você também perde a razão quando começa a bater nele! E todas essas demissões, que desnecessário, Alex!

- Talvez eu devesse ter explicado antes a ele o que podia e o que não podia fazer, mas como vocês que deram o cargo esperei que vocês o orientassem!

- Talvez se você tivesse explicado eu teria entendido, mas você prefere gritar e me demitir sem razão! Você só provou ser um bobba dos mais bobba , só podia ser um bobba de bobba !!!

- Parem de gritar, estão assustando os clientes! ...Mark? Oh, Mark, graças a Deus.

Ali estava a última esperança para pacificar o conflito antes que os dois homens brigassem novamente.

- Abaixem a voz, vocês dois - Ele disse, severo.

Guy X

- Preste bem atenção, Alex. E Guy também. A primeira atitude que todos tem que tomar para que essa discussão pareça racional é manter a calma e o respeito. Antes de dar minha opinião, vou avisar que não estou do lado de ninguém, pois considero os dois como irmãos. Guy não agiu corretamente, como você mesmo alegou. E você tem razão (em alguns pontos): Guy não agiu corretamente com você quando desobedeceu suas ordens, que, em alguns casos, eram também minhas. E você deveria tê-lo orientado sim, quando ele foi à sua sala. Quanto ao assunto da difamação, Alex também está certo. Ele não tinha e não tem o direito de falar nada você. Como Jane disse, ele não deveria ter nos seguido, isto é um fato. Mas não significa que Alex também esteja livre. Mesmo ele sendo o "dono" da loja, demitir um funcionário sem alegar razões válidas ainda vai contra as leis deste país, o que deixa Guy com razão por ter se revoltado. Eu iniciei essa sociedade com você em 1956, há 31 anos, já faz um bom, bom tempo, e já acompanhei você em todas as etapas desde quando a loja era pequena. E, como todos sabem e tem presenciado, mesmo que você tenha escolhido a mim e ao Peter para gerenciarmos aqui enquanto você não está, a sociedade ainda é entre mim e você, portanto você deve se concentrar mais aqui, e não em suas viagens. Um recado para os dois: resolvam seus problemas com respeito e educação. Alex, o demitir Guy não é uma boa forma de resolver seus problemas. Guy, cuide de sua linguagem enquanto estiver aqui. Insultá-lo não é o melhor: junte os melhores argumentos (como eu fiz, para julgar toda essa discussão ao meu ver) e enfrente-o. Ele irá responder e fazer sua própria defesa. E pelo amor de Deus, não me interpretem mal. Não estou do lado do Guy nem do Alex. Eu quero apenas um ambiente agradável e pacífico para que cada cliente e cada funcionário sinta-se à vontade por aqui. - ele tossiu para limpar a garganta - Muito obrigado pela atenção. E espero que essa seja a última vez. E quando quiser repreender meu filho, deixe isso comigo e com a Jane. Eu sou o pai dele, e ela é a mãe.

Alex se trancou no escritório e Guy voltou à catalogação de móveis. À exceção de Mark e Jane, ninguém da família conversou entre si pelo resto do dia.

Um mês depois, o andar de cima da loja estava ocupado e as vendas estouravam. Alexander chamou seu irmão para o novo escritório. Parecia triste.

- Quero conversar com você sobre o futuro.

Guy Y

- A partir deste documento aqui, e das duas filiais que abrimos em Pleasantview este ano, a posse da rede passa a funcionar por um sistema de ações. De início, eu tinha 50% e você tinha 50%. Estou passando minha porcentagem para Peter, para que vocês dois sejam sócios. Mas é apenas simbólico. Quero lhe pedir que só divida a porcentagem entre seus parentes e funcionários de confiança - ela servirá para medir o poder de cada um sobre a loja. Como Jane é sua esposa, ela tem a mesma autonomia que você. Ainda assim, você deve dividir a sua porcentagem e a de Peter para que vocês dois tenham partes iguais, mas Lewis, Kassandra e quem mais puder ser denominado de Gerente tenha uma parte. Vamos chamar de administradores.

- Entendo. Então eu ficaria com trinta e cinco por cento, Peter com a mesma quantia, Kassandra com quinze e, bem, Guy com 15.

- Sim, pode ser.

- E caso eu vá trocar de funcionários, ficaria, por exemplo, dez para Guy, dez para Kassandra e dez para... Michael, por exemplo. Ele parece disposto a trabalhar aqui.

- Sim, exatamente. Você é quem faz a divisão, mas pessoas que tiverem a mesma importância devem ficar com a mesma porcentagem.

- Alex?

- Sim?

- Você está indo embora?

- Estou.

- Isso é ruim.

- Não, você vai ver que não é. Passe na minha sala na Mansão para que eu entregue os outros documentos para você e Peter.

E, após essa fria despedida, Mark saiu do escritório. Às nove daquela noite, entrou com o filho na sala de Alexander, que talvez agora pudesse chamar de sua.

Guy Z (2)

- Olá, Peter e Mark. Na parede estão meus projetos para a loja, que eu gostaria que vocês mantivessem em segredo até que eu voltasse para visitá-los. Vou para a frança, é lá que estive nos últimos anos. Tenho uma loja em Champs Les Sims.

- Ahhh! - Peter exclamou, sentindo-se traído.

- Eu mantive segredo até agora, quando algo sério me obrigou a partir. Eu previ que este momento chegaria. Bom, preparei todos os papéis, Peter. Seu pai pode lhe explicar como funciona. E parabéns, você tem dezoito anos e é dono de metade da maior loja da cidade.

- Obrigada... tio Alex. - ele gaguejou.

- Não é necessário agradecer. Amanhã pegarei um táxi até o aeroporto, meu voo já está agendado.

E de fato assim foi. Acabou a rixa entre Guy e Alex, e com ela a sociedade entre Mark e Guy.

Guy Z End
Fim do Capítulo 4

Curiosidades

  • Era para ser a terceira parte do terceiro capítulo, mas a autora percebeu que ficaria muito grande para isso.
  • A ideia de dividir em duas partes surgiu de última hora.
  • Algumas fotos desapareceram, por isso a autoria precisou improvisar com as que tinha.
  • A idade dos personagens não bate com a cronologia.

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