FANDOM


O Embrião
Negócio de Família.png
Nome O Embrião
Escrito por MorgaineLeFay
Data de lançamento 05 de abril de 2014
Simsérie Negócio de Família

Cronologia
Temporada 1
Próximo Capítulo Capítulo 2: A Expansão dos Ramos
Mudou-se.png

Propriedade

Negócio de Família - Capítulo 1: O Embrião é de propriedade de MorgaineLeFay. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.


Informações

O primeiro capítulo de Negócio de Família foi produzido nas últimas semanas de março de 2014 e teve a data de lançamento adiada várias vezes. Contou com colaboração de grande parte dos usuários da The Sims Wiki. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

O Capítulo

1956. Depois de seis anos sem se verem, os irmãos Rafaelli encontraram-se no velório de seu pai. Não sabiam exatamente por que ele falecera, já que o cadáver foi acidentalmente mandado para o crematório em vez de para o laboratório de análises. Os dois irmãos não haviam tido muito contato um com o outro e muito menos com o pai, já que eram filhos de mães diferentes, e também falecidas. Perder seu último parente foi bastante doloroso para ambos.

Eduardo, que mais tarde passou a ser chamado de Eduardo I, possuía aquele nome tão diferente em SimCity por ser um imigrante. Legou seu sobrenome aos filhos, cujas mães escolheram o primeiro nome, e isso resultara na mistura estranha anglo-italiana Mark e Alexander Rafaelli.

NF 1.jpg

Alexander - Alex - era o mais velho dos irmãos, e parecia-se pouco com Mark. Possuía uma aparência um pouco desleixada, não por falta de vaidade, e sim de tempo, já que era um trabalhador compulsivo. Mesmo assim, não se poderia dizer que não fosse um homem bonito, o que também não poderia ser dito de Mark, que tinha uma expressão bastante mais doce do que a do irmão, e era bastante educado.

Os irmãos saíram da funerária onde haviam velado a urna de seu pai, e rapidamente estavam conversando, ainda que sem muita intimidade.

NF 2.jpg

- Você sabe que ele deixou uma herança razoável para nós, não sabe? - Disse Alex.
- Não! - Exclamou, surpreso, Mark - Não tive tempo para me preocupar com esse tipo de coisa.
- Ele deixou uma casa em Pleasantview, e também uma lojinha e algum dinheiro...
- Ah...
- Eu... Eu tenho uma proposta pra lhe fazer. Podemos vender a loja e a casa e dividir o dinheiro, eu sei que você tem a sua vida e eu tenho a minha, mas também podemos montar uma sociedade, o que você acha?
Mark pareceu interessar-se.
- Sociedade como?
- Podemos guardar o dinheiro e usá-lo para reformar a loja e a casa, e podemos trabalhar juntos na loja. Olhe, já até pesquisei, há muito poucas lojas de móveis em Pleasantview, acho que a única em muito tempo era a de papai, e os moradores não gostaram muito de ele ter parado de trabalhar nela... Podemos reformar a loja, vender bastante, acho que em pouco tempo estaremos ganhando dinheiro!

Mark Rafaelli concordou. Afinal, havia algo de que ele sentia realmente muita falta, e talvez esse algo estivesse esperando por ele em outro lugar. Em pouco tempo, estavam em um trem rumo ao desconhecido.

NF 3.jpg

A notícia boa é que por fora a loja parecia atraente, convidativa, e a casa era imensa e parecia-se com o antigo estilo colonial inglês. A notícia má é que por dentro tanto a casa quanto a loja estavam jogadas às traças. Mark e Alex limparam tudo e compraram alguns móveis baratos para a casa, da qual ocupavam apenas um banheiro, a banheira, e a sala, na qual mantiveram os móveis velhos. O apetite de Alex para o trabalho era quase inverossímil. Para ele, não importava se estava esfregando o banheiro com um escovão até brilhar ou coordenando a chegada e a venda do estoque da loja. O que importava era estar se movimentando. Mark, por outro lado, fazia com perfeição todas as tarefas que lhe eram atribuídas, estava sempre limpo, bem arrumado e educado. Os dois irmãos aprendiam rápido como tomar conta de um negócio que florescia.

Sempre muito ocupado, Alex não percebeu a depressão que se abatera sobre o irmão no momento em que a jovem Jane Shaw entrou pela porta da Rafaelli's.

Jane tinha 18 anos na época, e era tão educada quanto Mark, mas talvez um pouco menos formal. A primeira coisa que ele notou na jovem foi sua expressão risonha, e, ao observá-la, só percebeu que na verdade estava se aproximando quando ela estava a menos de um metro dele, perguntando quando as cadeiras Twikki haviam chegado.

NF 5,3.jpg
NF 6,2.jpg

Mark adoraria saber de que diabos a garota estava falando, mas também adoraria saber se era capaz de respondê-la.
- Cadeiras Twikki? Você quer dizer, aquelas que...
- Vim aqui semana passada e me disseram que iriam chegar logo, senhor...
- Me... me chame de Mark - ele gaguejou. Cadeiras Twikki?
- Bem, Mark, me disseram que chegariam esta semana. Será que são aquelas ali? - Ela apontou para as cadeiras atrás de Mark, e ele se sentiu envergonhado.
- Ah, bem... Sim! Farei um preço especial para a senhorita...
- Jane Shaw- ela sorriu indulgente.

Jane comprou uma cadeira e disse que o irmão viria em breve buscá-la. Despediu-se de Mark com um aperto de mãos e um sonoro "Muito obrigada". Mark não sabia nada sobre a história de Jane. Ela se tornada órfã de mãe aos treze anos, e desde então morava apenas com o irmão, Guy Shaw, dez anos mais velho. Aos catorze anos, Jane já era a pequena senhora da casa, cumprindo todas as obrigações de sua mãe, que incluíam todos os trabalhos domésticos. Aos dezesseis, ela sabia engomar e cozinhar ao mesmo tempo, executando as duas tarefas com perfeição. Guy possuía sua própria loja em uma cidade bastante próxima, para a qual ia e da qual voltava diariamente, o que não impedia que ele se fizesse sempre presente no cotidiano da irmã, à qual controlava obsessivamente. Jane não dava um passo sem que Guy soubesse, e Guy não colocava uma meia sem que a irmã a houvesse escolhido e colocado para ele em cima da cama. Mas naquele dia de 1956, Guy não sabia onde a irmã estivera, e teve que voltar de sua loja em outra cidade para esperá-la em pé na sala de estar de sua casa.

- Voltou, irmã. - ele disse, à guisa de saudação. Jane o olhava apavorada.
- Sabe, eu havia acabado de sair quando me lembrei de avisá-la que voltaria mais cedo, e por isso liguei para cá. E você não atendeu o telefone. Eu fiquei muito preocupado, entende? Ah, mas Jane, você parece cansada. Por que não se senta? - Sua voz era suave e irônica, cada sílaba era um parágrafo de todos os argumentos que atestavam sua influência sobre a irmã.

NF 6.jpg

Jane se sentou. Ele ainda não fizera a pergunta principal. -Onde você esteve? Diga a verdade, por favor.

Ela não sabia se podia responder. De fato, não lhe dissera que ia comprar uma cadeira, porque na verdade seu propósito principal jamais fora comprar a cadeira, e sim ter a oportunidade de conversar com Mark. Se dissesse a verdade, talvez seu irmão se irritasse - ela esteve em uma loja comandada por dois homens. Mas se mentisse, comprovaria que de fato estava subjugada a ele, e talvez estivesse para sempre. Decidiu contar a verdade.

-Eu fui a uma loja.
- Ela foi a uma loja. E posso saber o que há nesta loja que você precisou comprar tão urgentemente? Você certamente não foi só observar os produtos sem me avisar, não é?
-Eu fui comprar uma cadeira. Desculpe, não pensei que precisasse avisá-lo. Eu iria voltar logo.
- Não pensou que precisasse me avisar. Você sai para bater perna e não me avisa! Ah, Jane, pensei que você soubesse que coisas ruins acontecem às garotas que andam sozinhas. Você conversou com alguém? - Sim, ela teria conversado com muitas pessoas, era um ser sociável, mas felizmente, naquele dia...
- Não, apenas com o dono da loja - Aquele era seu trunfo, ela percebeu assim que pronunciou as palavras. Guy, que já quase se inclinava sobre a irmã, desfranziu o cenho e passou a dirigir a ela um olhar interessado.

NF 8.jpg

- Você conversou com Alexander Rafaelli? - Ele perguntou.
- Não, com o irmão dele.


NF 6,3.jpg

Mark já não era capaz de executar suas tarefas com a perfeição de antes porque passava as horas de trabalho esperando pelo final do expediente, que era quando a sorridente Jane visitava a loja, a princípio para encomendar objetos e depois, diariamente, para verificar se haviam chegado. Aproveitava para conversar com Mark sobre as vidas de ambos, seus problemas, desejos e sonhos.

Mas em uma determinado dia, Jane demorou-se mais do que o habitual. Tristonho, Mark deixou Alexander voltar para casa antes dele e ficou para fechar a loja, o que fazia lentamente, à espera de Jane. A mesma se atrasara porque questionava a si mesma sobre a veracidade de seus próprios sentimentos, e perdeu tanto tempo nisto que Guy teve que discutir violentamente com ela para que saísse de casa. Ela conhecia o interesse do irmão em se ligar aos donos da Rafaelli's por qualquer forma, e imaginava se só estava se aproximando de Mark para satisfazer o irmão. Quando o viu descendo as escadas da loja em direção a ela, que aguardava no escuro, pensou que não.

Mark estava um pouco mais contente do que antes. Jane viera, afinal, mas eles não teriam tempo para conversar.

- Me desculpe, Srta. Shaw, mas já fechamos... - ele disse, lamentando.
- Não há problema, eu sei que está tarde, mas queria conversar com você. E me chame de Jane, Mark!
- Você está um pouco vermelha, o que foi que aconteceu?
Ela poderia ter dito que viera rápido, ou que estava com frio, mas não gostava de mentiras.
- Tive uma discussão com o Guy... Fica cada dia pior.
- Tenha paciência com o seu irmão, ele só tem medo de perder você.
- Você está enganado... e mesmo que estivesse certo, eu só queria ter um porto seguro onde pudesse me esconder!
Ele desceu todos os degraus da escada e andou até ela.
- Você tem.

NF 9.jpg

Mark acompanhou Jane até sua casa, depois, rapidamente, foi para a própria. Alexander havia cozinhado uma espécie de macarrão grudento com molho de tomate, milho e aipo, e os dois se sentaram nas cadeiras de madeira compensada para comer aquilo, sem conversar muito. Mark não comeu muito por estar ansioso, e Alexander por pressa. Ambos se levantaram ao mesmo tempo. - Eu preciso conversar com você - Mark disse, ansioso.
- Ahn... é sério? Porque se for, não podemos deixar para depois? Estou muito cansado.
- É muito sério, e é por isso que tem que ser agora. Escute, eu vou me casar.
Alex assustou-se.
- Então você quer desfazer a sociedade? - perguntou, bastante triste.
- Não, aí é que está. Não quero desfazer a sociedade, quero continuar aqui, eu estragaria tudo o que construímos se simplesmente pegasse meu dinheiro e fosse embora. Mas depois que eu pedir a Jane em noivado, precisarei trazê-la para cá.
- Quem é sua noiva?
Mark pensou que ele estivesse infeliz com sua escolha, mas respondeu diretamente.
- Jane Shaw, aquela moça que vai à loja todos os dias saber sobre a mesa de centro Twikki.
- Não me lembro de quem é. E, nossa, você fez amizade rápido, hein?
- O irmão dela tem uma loja de carros em Sunset Valley.
- Ah, sim, sei quem é. Você tem certeza de que ela quer se casar com você?
- Bem, aí é que está. Ela quer, mas preciso convencer o irmão. E quero fazer isso formalmente. Precisamos reformar esta casa para que eu possa trazê-la para cá.

NF 11.jpg

De mau grado, Alexander concordou, desde que não fossem tocar na Rafaelli's. Mark foi dispensado da loja para que pudesse ajudar na reforma da casa, que ficou pronta em menos de um mês. Pintaram todas as paredes e trocaram praticamente todos os móveis, instalaram tomadas e equipamentos, limparam o jardim. As reservas dos Rafaelli quase se estagnaram com aquilo, mas nunca haviam sido realmente necessárias com o pouco que gastavam e o muito que ganhavam. Mark finalmente pôde convidar Jane e o irmão para jantar, não sem se surpreender com a nova e mais comportada aparência que Alex adotara.

NF 12.jpg Alexander considerou Jane a garota ideal para Mark, mas percebeu melhor do que o irmão que ela era reprimida pela presença de Guy, de quem, por sinal, não gostou nem um pouco. Ambos Mark e Alex esperavam ansiosos pelo momento em que o primeiro destes iria pedir a mão de Jane, Mark por motivos óbvios e Alex porque não suportava mais os comentários de Guy sobre negócios, dinheiro, vendas, poder, negociações. Terminaram de jantar e foram para a sala de estar, conversar sobre praticamente as mesmas coisas.

Mark interrompeu a frase "Acredito que a Rafaelli's devesse vender linhas novas de móveis" que Guy dizia para ir direto ao ponto. - Bem, Sr. Shaw, como eu disse, o propósito principal deste jantar não são os negócios, acredito que possamos organizar esta parte mais tarde. Você deve saber que eu e Jane andamos conversando um pouco, na verdade andamos conversando bastante, por isso tenho uma proposta. Quero saber se tenho sua permissão para me casar com sua irmã.

Guy Shaw não poderia estar mais satisfeito. Pensou cuidadosamente nas palavras que responderia, e por fim disse as mais simples: - Você nem precisava ter pedido, Mark. É claro que tem minha permissão. Jane sabe o que é melhor para ela.

Jane suspirou aliviada, apesar de já saber que a resposta seria positiva. Mark sorriu como uma criança e se ajoelhou, radiante, aos pés da moça que levantara. - Jane, eu prometo que serei um bom marido. Eu... tenho uma coisa para você.

Ele ergueu uma caixa até ela, e na caixa estava o anel de brilhantes que fora da mãe de Eduardo I. Jane colocou o anel em seu dedo, e, quando seu noivo se pôs de pé, atirou-se sobre ele.

NF 13.jpg
NF 13,2.jpg

A pretexto de organizar as coisas para seu casamento, Jane obrigou Guy a deixá-la se mudar prematuramente para a casa dos irmãos Rafaelli. Lá, por fim esteve longe dele, e pôde cuidar de uma casa que já sentia que era sua. Quase não via Alex, porque estava sempre na loja, e Mark também, mas este tentava dedicar-lhe atenção suficiente. Ela acordava às seis da manhã, preparava o desjejum, pelo qual os irmãos agradeciam, e comia com eles. Às oito, já estava sozinha, ocupava-se do casamento até o meio dia, quando almoçava, depois descansava um pouco e limpava a casa. Era muito maior do que aquela na qual residira até então, mas aquilo só lhe dava satisfação. "Estou livre dele", pensava.

Após quatro meses de preparativos, chegou o grande dia, e Jane se surpreendeu ao sentir-se infeliz. Suas amigas haviam ajudado-a a vestir-se e a colocar o imenso véu de noiva, sempre tagarelando sobre como seria a noite de núpcias, assunto que ela tentava evitar, mas após tudo isto saíram do quarto e ela ficou sozinha. Sentou-se na penteadeira para observar a si mesma. Ainda tinha uma dúvida.

"Estou me casando porque me mandaram me casar?", ela perguntou ao espelho. Em seu cérebro, em seu coração, e nos olhos que ela via o espelho refletir, a resposta era gritada: não.

Nf 16.jpg

O resto era simples. Olhar pela janela para espiar todos os convidados se adiantando até o coreto no jardim era simples. Descer as escadas na casa vazia e se encontrar com o irmão era apenas provar a ambos que aquele era o dia de sua libertação, e aquilo era simples. Ela se surpreendeu com a facilidade com que andou pelo caminho salpicado de pétalas de flores até o coreto, em meio aos convidados e à música de casamento que uma banda tocava, e com a facilidade com que subiu as escadas e foi entregue ao noivo, que novamente sorria radiante, e como estava bonito! Ele disse as palavras que os uniriam, ela respondeu, e, enfim, enfim, estavam casados.

Aquele era o começo de uma nova vida para Jane, o começo da própria vida para Mark, o começo de um casamento, de uma loja de móveis, de uma dinastia.


Fim do Capítulo I

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.

Também no FANDOM

Wiki aleatória