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Mais Histórias?
Eternamente - 2x10 (capa)
Nome Mais Histórias?
Escrito por AmandaMM
Data de lançamento 28 de Julho de 2014
Simsérie Eternamente
Classificação Classificação 12 anos 12 anos

Cronologia
Temporada
Capítulo Anterior Fora da Linha
Próximo Capítulo Entendendo Alguma Coisa
Mudou-se

Propriedade

Eternamente - 2x10: Mais Histórias? é de propriedade de AmandaMM. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.


São quase cinco horas da tarde desse domingo, e antes de partir para casa, fui comprar flores para Mia. Mas logo ao lado da loja, tinha uma loja de roupas. Não resisti e acabei por entrar e fazer umas compras para o meu guarda-roupa, que de acordo com meu disfarce, precisa ser mais formal e executivo.

Acabei voltando por volta de duas da tarde, é claro, eu estava com as flores brancas mais bonitas que vi e, é claro, eu pedi desculpas. Outra surpresa ocorreu quando eu retornei. Mia estava com um visual novo, que chegava a combinar com o que eu estava usando. Após tomar suco de laranja na hora do lanche, deitamos na cama e ficamos a conversar durante um bom tempo, inclusive é o que fazemos ainda. Mia pergunta:

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- Estive pensando que... acho eu você nunca terminou de contar tudo o que você sabe sobre aquela história... aquela que você contou sobre o reino de Monte Vista, quando Angeline e Bernard se conheceram...

Eu digo:

- Sobre eles... acredito que contei tudo o que eu sabia, mas sobre a história da família, não, realmente não terminei de contar.

Mia sorri e diz:

- Se incomodaria em contar agora?

Eu digo:

- Claro que não, eu adorava ouvir meu avô contando-as para mim, era a única coisa que me deixava quieto.

Mia ri. Eu então começo:

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- Como comentário inicial, a vida é muito irônica, ainda irá entender o porquê. Começando, existia a Família Real, de Rei Tristan, Rainha Miriam e Princesa Angeline, porém, além deles, existiam outras três ramificações: a de Timothy, irmão mais velho do rei que morava em Riverview, outra família Stafford - que morava numa mansão na cidade, ainda vou explicar mais sobre isso - e por fim a família Davison que já moravam em Lucky Palms e pelo que ouvi falar eram bem modernos...

Dou uma pausa para organizar as ideias e prossigo:

- O fato da divisão com a família de Timothy já foi explicado, porém, essas outras duas tratava-se de um acontecimento a quatro gerações anteriores a Angeline, quando ocorreu uma única vez de nascerem trigêmeos na família. Eram dois meninos e uma menina, seus nomes - se não me engano na ordem - eram Victor II, Enzo e Alba Stafford. A esposa de Victor I conseguiu fazer com que todos nascessem com saúde e vivos, porém ela faleceu.

Mia não me interrompe em momento algum, deixando-me assim continuar:

- O primogênito era Victor II, em homenagem ao rei da época, Victor, ele instantaneamente era o que tinha direito ao trono. Enzo era o do meio, quando cresceu sonhava em tomar o trono do irmão, porém nunca ocorreu. Por fim, Alba era descrita como um anjo de pessoa, completamente desinteressada em política, o que mais diziam é que ela queria ser uma mulher normal, sem ser nobre...

Eu paro e me ajeito na cama. Mia olha fixamente para mim. Parece estar interessada no que estou contando, eu então continuo:

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- Victor II tornou-se o rei, Enzo foi forçado a se mudar para outra mansão, sendo apenas um Conde enquanto Alba teria que ficar morando no castelo sobre a supervisão do seu irmão até conseguirem um burguês ou um homem de sangue nobre para ela se casar. Victor II teve que assumir o trono cedo demais, ainda na adolescência, porque o rei Victor I morreu de tuberculose, mesma doença que matou Noah, mas isso é outra história...

Mia por fim faz algum comentário:

- É uma história muito rica. É impossível não se interessar. Agora continue, por favor.

Eu sorrio e volto a narrar:

- Um impasse então ocorreu quando Alba se apaixonou por um homem comum vindo de Lucky Palms. Naquela época, Lucky Palms tinha acabado de ser fundada, mas já era conceito devido às construções modernistas. Disse que ela se apaixonou por seu estilo, seus jeans, seu cabelo descolado e seu jeito simples de se comportar. O nome dele era Kevin Davison.

Mia comenta:

- Devia ser algo de outro mundo para ela... todos de lá viviam como em 1800, e por fim ver algum Sim igual a esse Kevin.

Eu digo:

- Realmente, foi incrível para ela e, voltando à história, ela queria ser como ele, ter aquele mesmo estilo, ela queria ser a garota dele. Kevin também se apaixonou por ela, ele decidiu ficar na cidade para tentar conquistá-la, todo aquele amor deles era alimentado por olhares, nunca sequer até aquele momento tinham conseguido conversar e se tocar.

Eu tossi levemente, sentia minha garganta um pouco seca de tanto falar, porém ainda assim continuo:

- Foi necessário um mês e meio, aproximadamente, para Alba conseguir escapar do rei e da segurança do castelo, que tinha sido reforçada para ela não sair. De acordo com meu avô, eles foram sozinhos caminhando até os confins de Monte Vista, somente para ficarem longe de todos.

Mia pergunta:

- Qual era a idade de Alba e de Kevin? Sinto que eles tinham alguma diferença de idade...

Eu digo:

- Ah, é verdade, esqueci-me de contar isso, Alba tinha acabado de virar jovem adulta, enquanto Kevin estava mais ou menos na metade dessa idade. Kevin era de classe média em Lucky Palms, e sua família por lá vivam confortavelmente, porém, claro... tendo que trabalhar todos os dias, assim como nós por aqui. - eu me recomponho e digo: - É, tudo o que é ruim pode piorar, foi o que aconteceu com Alba e Kelvin. Após alguns encontros, Alba engravidou e Kelvin insistia em ficar na cidade batendo de frente com o rei Victor II, querendo levar Alba com ele para eles se casarem e irem viver em Lucky Palms...

Mia diz:

- Por que o rei não permitia?

Eu suspiro e digo:

- Pelo simples detalhe de Kelvin ou sua família não possuir nenhum título, não era burguês, nobre... mesmo sendo um sujeito de classe média num outro estado, para os nobres os estrangeiros eram como os plebeus do reino.

Mia diz após um pouco de silencio:

- Que coisa... Vamos, continue!

Eu então retomo com a história:

- Victor II perdeu a paciência em lidar com Kelvin, ele então o condenou a morte na forca. Alba estava inconformada, nessa época sua gravidez já era visível, tanto que ela estava em estado de confinamento no castelo. Meu avô disse que ela se recusava a vê-lo morrer, que preferia morrer junto com ele. Então Victor II sentenciou a própria irmã a morrer também, alegando ele que os falecidos pais e ele mesmo não iriam suportar ter um desgosto tão grande na vida.

Mia arregala um pouco os olhos e diz:

- Que horror! E a criança?!

Eu digo:

- Felizmente naquele momento tenso, o Conde Enzo tinha decidido ir visitar o rei, depois de meses, pois ainda estava revoltado com o fracasso ao tentar tirá-lo do trono. Ele ouviu os soldados na entrada fofocando a respeito das decisões do rei e teve um conhecimento prévio sobre o que estava acontecendo. Ele então correu para dentro e se meteu na discussão.

Mia diz:

- Conte logo como terminou!

Eu digo rindo:

- Calma! Já estou chegando nessa parte! - eu então continuo: - Enzo conseguiu fazer a cabeça de Victor II, dizendo que se ele tinha tanto desgosto da irmã, seria melhor tê-la longe, que ela estava pedindo para ter uma vida medíocre ao lado de outro estrangeiro medíocre. Victor II então tirou Alba da linha de sucessão - ela estava em 3° lugar - e baniu-a ela e Kelvin do reino.

Mia diz:

- Ao menos, tudo acabou bem, certo?

Eu sorrio e digo:

- Pelo que meu avô me contou, em Lucky Palms, eles se casaram e tiveram um filho chamado Carlo. Foi nessa família que nasceu o pai de sua mãe, Antenor Davison, sei apenas que esse é o nome dele, não sei o nome dos membros anteriores... ele se casou com sua avó cujo nome eu não me recordo e tiveram sua mãe.

Mia diz:

- Impressionante! Tem mais alguma coisa para eu saber?

Começo então a pensar em detalhes mais simples. Eu depois digo:

- Miriam era prima de Tristan, ela fazia parte do lado da família do Conde Enzo. Quando Miriam morreu, esse lado da família também se foi, a família real, e acabou por ficar somente a família, Clark, a Davison e...

Mia me interrompe dizendo:

- Pear. Falando em minha família, conte-me o que sabe sobre ela!

Passo alguns minutos tentando me lembrar, então eu digo ainda pensativo:

- Falarei somente o que me lembro. Bem, Gabriela, a filha de Timothy, era fruto dele com uma... mulher da vida, ele nunca assumiu essa mulher e inclusive tirou Gabriela ainda bebê dela para ele mesmo criar. Gabriela era uma boa pessoa para alguém que convivia com um homem como seu pai.

Mia diz:

- Por que demorou tanto para o meu pai nascer? Houve algum problema entre minha avó paterna e meu avô paterno?

Tento me lembrar da resposta, consigo rapidamente e digo:

- Se não me engana, Gabriela tinha um romance secreto com Vincent cujo não podia assumir para o pai. Ela o esperou morrer para enfim se casar com ele, e quando tentaram ter um filho, descobriram que Gabriela tinha uma taxa de fertilidade baixa e que se encontrava ainda mais baixa devido a idade.

Mia diz:

- Poxa... então, é algo incrível meu pai estar vivo hoje, sim?

Eu sorrio e digo:

- Pelo que eu entendo, ele tinha uma grande missão aqui. Não sei se percebeu, mas as duas últimas ramificações reais de Monte Vista se uniram com o casamento de Adam e Laura. Fazendo você nascer, e logo depois eu nasci na família Clark, a do príncipe Bernard. E hoje, olhe para nós...

Mia se impressiona e diz:

- Incrível! Você tem razão! Tudo parece ter um motivo agora!

Eu sorrio, ela também. Porém com um bom tempo de silêncio, o rosto de Mia fica triste, ela se levanta, vejo-a dar a volta até o meu lado na cama, sua aproximação a sim, me faz levantar e dizer:

- Está tudo bem, querida?

Mia responde um pouco preocupada:

- Estou com mais medo que você. Queria apenas que continuasse por perto, para eu me sentir mais segura...

Passo meu braço sobre sua cintura, ela faz o mesmo com meus ombros. Após um pouco de silêncio eu digo me abatendo um pouco:

- Eu sei que começarei no trabalho amanhã. Sairei cedo, voltarei depois do almoço, mas não desviarei o caminho em momento algum. Será de casa para o trabalho, do trabalho para casa. Quando menos esperar, estarei aqui, ok?

Mia não diz nada, mas sei que ela pode entender. Prefiro manter o silêncio depois disso.

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Escureceu a um bom tempo, não sai de casa hoje, não vejo porque sair. Passo a maior parte do tempo aqui no sofá da sala, ou jogando xadrez no computador do meu quarto. Amanhã a rotina voltará e estarei mais ocupado que isso. Quando eu já estava pensando em subir para o quarto, ouço a campainha tocar, quem seria a essa hora? Troco de roupa e caminho até a porta, eu realmente não faço ideia quem pode ser, afinal, não estou aguardando ninguém...

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Ao sair pela porta, vejo um sujeito afastado mais para a entrada do lote, cabelos castanhos, pele morena, somente por isso já sei identificar quem é, mas, acredito que seja melhor ter certeza.

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Quando eu me aproximo, ele se vira eu então digo:

- Boa noite, a quem devo a visita? Não que eu não reconheça, mas, é você, senhor Monthy?

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Ele suspira de raiva e por fim esbraveja:

- Tão na cara assim? Ok, tudo bem, sou eu sim, Emanuel Monthy em pessoa! Pensou que eu fosse quem? Um traveco procurando um macho no meio da noite?

Eu rio e digo:

- Não claro que não! - eu paro de rir e volto a ficar sério: - Um verdadeiro otário já era o bastante.

Emanuel esbraveja novamente:

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- Meça as palavras, vampiro de merda! Sei que Mia e aquele imbecil do Benjamin estão ai dentro! Deixem-nos sair! Eu darei um jeito em ambos!

Eu rapidamente penso numa mentira:

- Pare de blefar! Eles viajaram, fazem dias!

Emanuel então se acalma e diz um pouco baixo:

- Viajaram... sei bem... - ele então me encara e diz: - Se viajaram, para onde foram?

Eu novamente minto:

- Champs Les Sims. Era uma viagem marcada a um bom tempo desde que se encontraram.

Emanuel esbraveja por uma terceira vez:

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- Não pensem que se livraram de mim! Mandarei meus homens investigar isso, se eles voltarem e falarem que não encontraram ninguém... acrescentarei mais um nome na minha lista de pessoas mortas!

Eu então provoco:

- Você se acha demais, moleque! Consegue ser pior que Benjamin nesse quesito! Acha mesmo que me assusta? Dê-me licença! É mais fácil você morrer do que me matar!

Voltamos a nos encarar.

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Eu deixo de encará-lo e me aproximo mais, em seguida digo com raiva:

- Saia da minha casa! Vá caçar o que fazer, moleque! Meu Deus, eu deveria saber antes que figura era você! Não sei como podem ficar tão amedrontados!

Eternamente - 2x10 (12)

Emanuel resmunga alguma coisa e sai correndo. Eu ainda comento em voz alta:

- Isso, vai embora mesmo.

Eu entro em seguida e me troco, tenho certa decepção, pensei que o Emanuel de que Benjamin falava era alguém amedrontador, um monstro. Mas vejo que é apenas um Zé Ninguém. Eu ando até a janela e pego o celular, apesar de ser quase dez da noite, procuro o número de Dita na minha agenda e em seguida ligo:

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- Boa noite, Dita. Acabou de surgir uma oportunidade onde você será útil, o que me diz?

Dita diz interessada:

- Pode mandar.

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