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A Nossa História (Parte 2)
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Nome A Nossa História (Parte 2)
Escrito por AmandaMM
Data de lançamento 5 de Março de 2014
Simsérie Eternamente
Classificação A leitura não é recomendada para menores de 12 (doze) anos. 12 anos

Cronologia
Temporada
Capítulo Anterior A Nossa História (Parte 1)
Próximo Capítulo O Passado, O Presente, O Proibido
Mudou-se.png

Propriedade

Eternamente - 1x12: A Nossa História (Parte 2) é de propriedade de AmandaMM. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.
Habilidade3 Escrita.png
Nota do(a) Autor(a)
Esse capítulo faz parte do especial de Carnaval, aproveitem!


Algum tempo se passou, não muito, mas não tão pouco. A princesa acabara de acordar assim que o príncipe entra no cômodo, parecia até sentir que ela estava para se levantar. Enquanto ele assiste ela se levantar, diz:

- Bom dia querida. Espero que tenha dormido bem.

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Quando a princesa finalmente está de pé, começa a arrumar a cama e recebe a ajuda do príncipe, e enquanto isso ela diz:

- Dormi muito bem, com certeza.

O príncipe sorri. Logo depois a princesa se retira a passos rápidos para o banheiro, e saí um longo tempo depois. Arrumada para o novo dia, e o príncipe bem próximo a porta diz com duvida:

- Está tudo bem?

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A princesa diz:

- Sim, porque não estaria?

Bernard diz:

- Me parece que estavas...

Angeline o interrompe e diz:

- Não lhe contei, estava um tanto mal do estomago desde ontem. Mas vai passar, despreocupe-se.

Bernard diz preocupando:

- Bem... espero... o café está na mesa, e depois tenho uma surpresa para minha amada.

Enquanto os dois descem as escadas, Angeline diz:

- Uma surpresa? Estou realmente curiosa...

Bernard apenas sorri.

Depois de comerem as panquecas que Bernard preparou para o café, Bernard acompanha Angeline até um cômodo não muito utilizado no segundo andar, juntamente com vários outros, ao entrarem Angeline tem uma surpresa:

- Querido isto é...

Bernard a interrompe e diz:

- Uma televisão.

Comprei para nós, seria uma boa distração, não? Angeline diz notavelmente feliz:

- Ela é incrível!

Bernard sorri e diz:

- Sente-se, vou ligá-la para você.

Angeline se senta em uma das poltronas e Bernard liga a televisão.

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E enquanto os dois assistem, ele diz:

- O que me diz?

Angeline diz:

- Acho tão incrível... mesmo sabendo que outras cidades diferentes de nós não achariam. Para nós isso é o auge da modernidade!

Bernard diz:

- Disse tudo querida...

Eles assistem um pouco de televisão, até Angeline vira-se para Bernard e dizer:

- Apesar de nada ter dito, também tenho uma surpresa.

Bernard sorri e diz:

- Sério? Qual seria?

Angeline sorri e diz:

- Desligue a televisão e acompanhe-me, por favor.

Bernard faz isso e vão ao corredor, entre duas portas.

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Angeline diz deixando Bernard mais curioso:

- Entre nessa porta meu amor, entrarei logo em seguida.

Bernard curioso toma a frente e diz:

- Estou demasiadamente curioso para saber o que é...

Ele abre a porta e entra, e logo comenta:

- Esse cômodo nada tinha e agora... - Bernard olha ao redor e Angeline entra, ele se vira para Angeline e diz: - Decorou esse quarto, querida?

Angeline balança a cabeça, Bernard diz:

- Não entendo...

Angeline ri e diz:

- Olhe para sua esquerda, entenderá tudo sem eu precisar dizer nada.

Bernard faz isso então, um berço. Um berço diz tudo. Os dois vão ter um filho.

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Angeline diz logo em seguida:

- O que me diz...?

Bernard vira-se para ela e abre um extenso sorriso, Angeline então sorri e explica:

- Ontem à tarde, enquanto esteve fora, desconfiei... criei esperanças dentro de mim. Chamei um médico então. Ele confirmou tudo, mas decidi fazer surpresa.

Bernard diz com empolgação:

- Seremos pais! Não faz idéia... não faz idéia de como estou feliz!

Angeline sorri e diz:

- Eu também estou querido... e ao mesmo tempo ansiosa.

Depois de olhar bem para Angeline, Bernard diz ainda sorrindo:

- Está esquecendo uma coisa...

Angeline olha para Bernard com curiosidade, ele então abre um pouco os braços para sentir logo em seguida ela jogar-se sobre eles, dando assim um forte e confortante abraço. E enquanto isso, Angeline diz em voz baixa:

- Estou tão feliz... tão feliz...

Bernard diz em seu mesmo tom:

- Eu mais ainda, querida, mais ainda.

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Logo em seguida, Bernard senta-se numa poltrona e Angeline numa cadeira de balanço, Bernard olha todo o quarto e depois se vira para Angeline e diz:

- É incrível pensar que sozinha fez tudo isso... somente para me surpreender com essa notícia tão maravilhosa.

Angeline apenas sorri. Os dois ficam mais um bom tempo no quarto do bebê, apenas para observá-lo, ansiosos para tua chegada.

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O tempo passou bem rápido, Angeline logo teve de trocar de roupas por causa da gravidez, que decidiu não divulgar, no intuito de fazer uma surpresa aos pais que já não visita há algum tempo. Tudo corria bem, Bernard sempre estava a cuidar de Angeline, ficando em casa todo o tempo juntamente com ela, atento a tudo. Até que numa manhã, na própria mansão, nasceu Noah, que prometeria trazer ao casal grandes alegrias depois de tua chegada. E já começou trazendo a felicidade até então sem fim.

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Numa bela manhã de primavera, estavam Benjamin e Angeline com o filho Noah como de costume, ambos demonstravam muito carinho e atenção com Noah, algo notavelmente essencial para aquele pequeno homem. Bernard lembra-se de um compromisso inadiável que firmou com o rei Tristan, o de fazer uma calorosa visita a um novo burguês que chegara a cidade no dia anterior.

Tratava-se de Emanuel Monty, portava maiores fundos que a família Clark, faltava muito pouco para ter mesmos fundos que os da realeza. Ninguém imaginava que o ambicioso e maléfico burguês almejava derrubar o trono. Recebera o rei e o príncipe em sua residência, quase de imediatamente os desafiando. Bernard portava pavio curto, porém nunca havia sido necessário demonstrar isso a alguém por falta de oportunidade, o dia foi esse.

O duelo era esgrima, as punições determinadas ao vencedor depois da luta. Em jogo estava o reino e a dignidade do príncipe, era realmente uma pena que nunca obteve sucesso em seus treinamentos de esgrima, foi uma lástima. Bernard perdeu, fora tocado com a ponta da espada três vezes, era o fim. Senhor Monty duas punições impôs sobre a família real: Queda da monarquia e banimento de todos os que portassem o sangue real.

Bernard se desesperou, perderia Angeline! Ofereceu a si mesmo para ir em teu lugar, o maléfico Emanuel Monty riu de sua cara, ele gostava de ver o sofrimento dos outros, ele na verdade amava ver o sofrimento dos outros. O seu sofrimento. O rei também abalado pela grande perda ofereceu-se para ir primeiro, ele e tua esposa a rainha, Senhor Monty aceitou, porém Angeline seria buscada na mansão Clark no dia seguinte. Bernard está de mãos atadas, Emanuel Monty acabou com ele, acabara de praticamente destruir sua vida.

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Quando Bernard chega a casa, Angeline que estava próxima a porta diz a Bernard:

- Querido! Já anoiteceu? Onde esteve?

Bernard diz com seriedade:

- É de urgência falar com você, suba comigo.

Os dois vão para o quarto, Bernard a introduz sobre Emanuel, sobre o duelo, sobre sua perda, sobre sua dor. Angeline somente vira-se de costas, e chora silenciosamente. Bernard diz:

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- Conheço minha esposa, imploro-te! Não derrame tuas lágrimas por causa dessa maldição!

Angeline diz enquanto enxuga as lágrimas:

- Separados seremos! Nosso filho! Nosso bebê será levado de nós! Minha vida está aos pedaços Bernard, tudo está escuro.

Bernard diz procurando manter-se calmo:

- Se jamais puder te ver, chorarei mil lágrimas de sangue até sufocar-me em minha própria dor.

Angeline se vira, enxuga mais um par de lágrimas e diz:

- O que faremos agora! Necessitamos de uma saída!

Bernard pensa e diz sendo sério:

- Mentiremos sobre Noah. Se levarem-no junto a ti, poderão separá-los...

Angeline o interrompe enquanto diz:

- Seguro estará meu menininho em tuas mãos, imploro! Cuide de nosso Noah, pelo amor de santo Cristo!

Bernard abaixa a cabeça e diz:

- És a mãe, ele sentirá tua falta... talvez mais do que eu, terá o azar de não se lembrar de seu rosto. O que desejei realmente e ir em teu lugar, aquele cão recusou. Ele deseja o nosso sofrer...

Angeline se aproxima e diz:

- Enquanto eu respirar. Aguardarei ansiosamente o dia para nos encontramos. Para retomamos nossa felicidade. Envolva-me uma última vez meu amor, dê-me seu último beijo e espere por mim.

Bernard abraça-a carinhosamente e pretendendo não deixar teus braços tão cedo, mas isso foi preciso. Beija seus lábios e diz:

- Enquanto eu respirar. Aguardarei ansiosamente para te encontrar. Cuidarei de Noah com todo o carinho do mundo, peço que não se esqueça, quando quiser comigo estar, olhe o nascer do sol, serei eu renovando minhas esperanças de te encontrar. Angeline consegue dar um pequeno sorriso, eles se abraçam novamente, e dessa vez não saem dos braços um do outro.

O dia seguinte com pressa chegou, o tempo voou assim como Angeline para longe de Bernard, e ele somente pode assistir ela se distanciar sendo puxada para dentro de um carro. Para onde iria? Bem ficaria? E ainda por cima, maldito seja Emanuel Monty invadiu a casa atrás de pequeno Noah, porém Bernard mentiu, alegara ser infértil e que Noah era uma criança recém adotada. Emanuel acreditou, e ao menos Noah não foi tirado de Bernard.

O sofrimento de Bernard era doloroso, chorou até a noite, chorou e gritou por seu amor, nada, simplesmente não conseguia se conter da perda, por tua culpa, se a batalha tivesse ganhado... nada daquilo haveria acontecido. Depois de finalmente se cansar de chorar, Bernard envolve Noah nos seus braços e diz com a voz enfraquecida pelas lágrimas tanto tempo choradas:

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- Meu filho, seu pai perdeu tudo, perdi quem mais amei, massacrei meu coração, afoguei-me em minha dor. Mas, meu pequeno, se não fosse por você, motivo nenhum teria para viver, nenhum. Tu precisas de mim para crescer e ser bom rapaz, minha vida és tu, apenas tu... pelo amor de Deus, fique comigo. Nunca deixe teu pai!

Bernard chora um pouco mais, a dor ainda é forte demais, pobre Noah nada entende, porém ao ouvir o pai chorar chora também, Bernard diz enquanto o acaricia:

- Não chore meu amor! Não chore! Seu pai já está parando de chorar... Bernard enxuga as lágrimas e diz olhando para Noah: - Tudo ficará bem... Apenas não chore, seu pai está aqui.


Olho para Mia e digo:

- É o fim, o trágico fim.

Seus olhos lacrimejam, o que eu mais queria era avançar e enxugar suas lágrimas prestes a cair, mas não tenho esse direito. Mia diz um pouco abalada:

- O que aconteceu com todos eles?

Eu digo:

- Meu avô Noah cresceu aprendendo a valorizar as simples coisas da vida, depois daquele dia perderam o direito da mansão e foram viver como plebeus. - Mia olha para mim como se quisesse saber mais, eu então digo: - Quando meu avô era adulto, ele coletou evidências. O caso foi solucionado, Angeline foi parar em Riverview, cidade onde morava o irmão do rei Tristan que tinha perdido o direito ao trono ao mostrar ter uma personalidade ruim. No fim das contas tudo o que aconteceu teve o envolvimento dele.

Dou uma pausa e continuo:

- Rei Tristan e Rainha Miriam foram encontrados num cativeiro já mortos em Monte Vista, foram enterrados no cemitério local. Quanto a Angeline... era praticamente escrava de Timothy, o irmão do rei e sua família. Meu avô chegou a viajar a Riverview e falou com a filha de Timothy, Gabriela que contou que ela era que fazia tudo, ela também disse que ela era a que mais cedo acordava, somente para assistir ao nascer do sol...

Mia se levanta e diz:

- Isso tudo é tão triste! E tão familiar! Você quer me enlouquecer!

Eu me levanto também e continuo:

- Angeline morreu antes de meu avô, no mesmo dia da sua morte meu avô adoeceu muito, ficando de cama. Dois dias depois de tarde ele morreu, minha mãe não dormiu em casa aquele dia.

Mia olha para mim e eu digo:

- Quando Angeline morreu, bem, foi na data em que seus pais eram recém-casados.

Mia diz:

- Como sabe de tudo?

Eu digo rapidamente:

- Diversos documentos. - depois de uma pausa, eu digo: - Gabriela casou-se com Vincent Pear, ganhando assim o nome Pear e perdendo o Stafford. Curiosamente, muito tempo depois, tiveram um filho chamado Adam e o mesmo ainda jovem casou-se com Laura, que morreu depois do nascimento da filha, afogada. - Mia se espanta, eu digo com um sorriso irônico: - A filha é você, certo?

Mia diz chocada:

- Não pode ser...

Eu digo de forma calma:

- Esperei todo esse tempo para dizer que desde a primeira vez que te vi eu te amei como um dia amei, como se nada tivesse mudado. Quantas vezes eu não falei nada para não deixar escapar... quantas vezes...

Mia diz com os olhos vidrados em mim:

- Você me ama?

Eu digo enquanto afirmo balançando a cabeça:

- Não posso negar, sempre amei, é tão forte que quando perto de você estou meu coração pulsa depressa. Mas... como conseqüência desse sofrimento que você conheceu, minha alma ganhou uma carga negativa. E até agora acho que não te mereço.

Mia diz curiosa:

- Carga negativa?

Eu abaixo a cabeça e digo:

- Cleptomaníaco. Para ser mais exato, esse é o defeito que tenho. Além disso, você deve perceber... me expresso de certa forma, rebelde.

Mia diz parecendo não acreditar:

- Cleptomaníaco? Por isso que as coisas de todo mundo na sala vivem a sumir e voltar?

Eu balanço a cabeça. Mia se aproxima e diz com os olhos voltando a lacrimejar:

- É muita informação para mim... muita informação mesmo.

Eu digo olhando para ela:

- Até para mim que sei de tudo ainda é.

Eu aproveito a sua proximidade e num ato impulsivo a abraço. E não me arrependo. Enquanto isso eu digo:

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- Não peço para corresponder, não peço para continuar gostando de mim, nem sequer como amigo. Eu só peço duas coisas, diga que sentiu alguma coisa ao ouvir meu coração e diga que não vai me abandonar. Sofrer por amar você está fora de questão nessa vida, Mia.

Ela se solta de mim e diz quase gritando:

- Eu preciso ir!

Ela vai rapidamente à porta e eu grito:

- Mia! Por favor! Não...

Tarde demais, ela bate a porta e vai embora. O que eu fiz? Onde eu errei? Parece que em tudo. Abro meu coração para ela e é isso que me acontece.


Choro rios em cima da scooter, ele me perguntou se eu senti alguma coisa, eu sentia o tempo inteiro! Sinto vontade de voltar e abraçá-lo novamente, mais eu não posso! Assim que chego, corro para o quarto ainda chorando e me tranco nele, é uma estranha mistura do lado bom e ruim. O amor e a tragédia. Não sei qual deles predomina em meus sentimentos.

E agora meu pai começa a bater na porta, eu digo:

- Me deixa sozinha pai, por favor!

Meu pai diz do outro lado:

- Querida, me diz o que está acontecendo?! Deixe-me entrar e te acudir!

Eu enxugo agressivamente as lágrimas, destranco a porta e sento no pufe, meu pai entra e diz olhando para mim:

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- O que houve meu amor? Porque chorava tanto? - meu pai muda o tom e diz: - Foi aquele moleque? Ele fez alguma coisa com você?

Eu me levanto e digo melosa:

- Não, pai. Apenas... - eu me jogo em seus braços, sinto-o acariciar meus cabelos, eu então digo: - Ajude-me a dormir, por favor, depois de tudo o que ouvi será difícil pregar os olhos.

Meu pai diz de aparência preocupada:

- O que ouviu? Fale para seu pai!

Eu digo enquanto deixo seus braços:

- Amanhã, pai, eu prometo. Agora, por favor...

Meu pai diz:

- Tudo bem. Arrume-se, vou te ajudar a dormir nem que passe a noite inteira aqui.

Eu digo enquanto me retiro:

- Obrigada...

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