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A Nossa História (Parte 1)
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Nome A Nossa História (Parte 1)
Escrito por AmandaMM
Data de lançamento 5 de Março de 2014
Simsérie Eternamente
Classificação A leitura não é recomendada para menores de 12 (doze) anos. 12 anos

Cronologia
Temporada
Capítulo Anterior A Revelação
Próximo Capítulo A Nossa História (Parte 2)
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Propriedade

Eternamente - 1x12: A Nossa História (Parte 1) é de propriedade de AmandaMM. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.
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Nota do(a) Autor(a)
Esse capítulo faz parte do especial de Carnaval, aproveitem!
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Eu digo a Mia depois que sentamos:

- Antes de começar, vou lhe informar sobre algo que é essencial para que a história tenha lógica... é uma crença antiga dos habitantes de Monte Vista acreditar em reencarnação. Reencarnações para nós são comuns principalmente em membros da família, eu, por exemplo, sou uma reencarnação de Bernard Clark, meu bisavô.

Mia se vira para mim e diz:

- E quanto a mim?

Viro-me para ela e digo:

- Acreditamos que você seja a reencarnação de Angeline Stafford, minha bisavó. A foto que viu é verdadeira, sempre a guardo comigo... é a única prova de tudo o que vou começar a contar agora.


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Há tempos atrás, Rei Tristan de Monte Vista realizava juntamente com sua esposa Rainha Miriam mais um baile reservado a poucas pessoas, algo que já não faziam há um tempo. Porém aquele baile em especial tinha uma séria intenção, o de apresentar o burguês Bernard Clark a Princesa Angeline para que talvez surgisse um relacionamento entre eles, o que seria permitido pela classe social do jovem rapaz.

A princesa sentindo-se entediada, porque particularmente não queria comparecer ao baile diz:

- Para que horas o senhor marcou o baile, pai?

Tristan diz de forma descontraída:

- Despreocupe-se minha filha! Todos chegaram a um piscar de olhos!

A princesa perde a postura em sua cadeira e diz:

- Assim espero.

A música já ecoava livremente pelo salão, a maioria dos convidados já estava presente, menos Bernard Clark. O rei, preocupado, decidiu permanecer no trono observando atenciosamente a entrada. Havia combinado com o jovem Bernard, o filho falecido de um grande amigo, que ao menos viria ao baile para conhecer a princesa. Nenhum compromisso, além disso, havia sido firmado. Bernard mesmo morando perto do castelo estava tendo problemas para ligar o carro, causando assim seu inesperado atraso.

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Bernard consegue chegar, ao passar pela porta, o rei rapidamente desce de seu trono para cumprimentá-lo, após isso tira sua esposa para uma dança. O burguês avista a princesa a distancia, nunca havia a visto na vida, pouco sabia sobre ela, ou melhor, sabia apenas que era conhecida em todo reino por suas habilidades no piano. E ao ponto que se aproximava dela, mais se encantava. Angeline enquanto isso, nem tinha percebido sua presença.

Angeline retoma sua visão panorâmica do salão, percebe então um jovem rapaz, de aparência gentil e cavalheira olhar sutilmente e fixamente a ela. Apesar de não entender, Angeline levanta-se, possibilitando uma aproximação do rapaz. Diante da princesa Bernard faz uma reverencia e diz sutilmente:

- Vossa alteza senhorita Angeline Stafford. É uma grande honra conhecê-la.

Angeline sorri e diz:

- Vejamos... sua aparência assemelha-se ao burguês de que meu pai me falou... você seria então...

Bernard faz pose e diz:

- Senhor Clark, Bernard Clark.

A princesa balança a cabeça e diz esbanjando gentileza em sua voz:

- Sinto não ter cumprimentado-o antes... estava entretida com meu próprio tédio.

O jovem burguês olha em volta, todos no baile estão dançando em pares, inclusive o rei e a rainha. Ele então estende a mão para a princesa e diz sorridente:

- Daria-me a honra dessa dança? Prometo tirar vossa alteza de seu tédio.

Angeline aceitou, e Bernard realmente cumpriu com o que disse.

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Angeline logo estava se cansando de dançar, mesmo divertindo-se muito com o jovem burguês que acabara de conhecer. Bernard parece perceber seu cansaço, e diz enquanto para de conduzi-la na dança:

- Ouvi falar que vossa alteza é excelente no piano, és verdade?

Angeline se alegra e diz:

- Sem querer me gabar, sim, eu sou. - a princesa faz uma pausa e diz mantendo a alegria - Se o cavalheiro tiver interesse, poderei mostrá-lo.

Bernard sorri, mas depois diz em uma postura séria:

- Vossa majestade o rei e a rainha não se importariam com nossa ausência?

A princesa sorrir e diz já caminhando à frente:

- De forma alguma! Vamos, siga-me!

Antes de seguir Angeline, Bernard olha a movimentação do baile, todos estão entretidos que nem os percebem. Então ele se sente seguro para seguir a princesa, se fosse outra cidade... provavelmente essa incerteza não existiria, já que Monte Vista é a única cidade da nação Sim a estar fora da democracia e completamente conservadora.

Incrivelmente, a residência real não passa de um castelo aparentemente extenso, mas de somente dois quartos. Bernard chegou a se impressionar quando percebeu, pois sua mansão que nem chegaria aos pés do castelo, tem cinco quartos. Uma notável diferença. O piano da princesa fica em seu quarto, local onde o acesso do burguês foi permitido, sua duvida ele tinha sobre seu talento, todas tiradas, com certeza esse foi o melhor som harmônico a encher seus ouvidos.

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Bernard diz a fundo, ainda ouvindo atentamente cada nota do piano:

- Não há sombra de dúvida. És tu a melhor pianista do reino!

Angeline para de tocar e ao se levantar, diz um pouco sem graça, ou simplesmente tímida:

- Agradecida...

Além das janelas do quarto da princesa, Bernard consegue ver o mar e um rastro da luz do farol, parece estar mais tarde do que quando ele chegou, e não seria apropriado continuar por lá.

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Chegando até Angeline, Bernard diz, reconhecendo que deve o mais rápido possível se retirar:

- Vossa alteza, agradecido por toda atenção e pelo maravilhoso baile, mas sinto que está na devida hora de me retirar.

Angeline olha para os lados, ela entendeu o raciocínio do jovem burguês e diz tornando-o claro:

- Compreendo. Achas incorreto permanecer em meus aposentos... sem ninguém além de nós mesmos. Acompanho o senhor até o salão.

Sem conseguir conter-se, Bernard sorri de forma descontraída e diz:

- Vossa alteza porta a mesma idade que eu! Não necessitas me chamar de senhor! Sinto-me um velho!

A princesa ri timidamente e diz em tom duvidoso:

- Como poderei então referir-me a... vossa pessoa.

Bernard sorrir e diz:

- Apenas Bernard. Ou se quiser, pode optar em chamar-me pelo meu sobrenome, Clark.

Angeline apenas balança a cabeça e anda a frente de Bernard para fora do quarto. Já no salão, Bernard finalmente sente-se menos culpado por pensamentos que talvez ninguém tenha, mas mesmo assim, ele então diz enquanto reverência a princesa:

- Devo realmente ir, novamente foi uma honra conhecer vossa alteza e até breve.

A princesa apenas diz, sorrindo discretamente:

- Espero apenas que retorne Clark. Foi um prazer conhecê-lo.


Paro de narrar e digo:

- Essa foi à primeira parte, conseguiu entender tudo até agora? - Mia balança a cabeça, eu digo então: - Posso prosseguir?

Mia balança a cabeça novamente, eu apenas prossigo.


O burguês gentil e cavalheiro retornou ao castelo, muito dinheiro nos bolsos e nenhuma responsabilidade aparente deixaram-no com o tempo bem livre, a princesa que opta por não sair de casa nunca havia sido tão cortejada, ou melhor, nunca havia sido cortejada. Tudo aquilo era muito novo, e ao mesmo muito antigo. Todos os simples minutos em que admiravam o cair das folhas de outono próximo ao lago nos fundos do castelo fizeram grandes diferenças em praticamente tudo.

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Até que num belo dia de cair do outono, ele finalmente conseguiu. Ele finalmente conseguiu ter a princesa em seus braços, como sua declarada amada. Nada poderia estar mais perfeito para ambos... E o acontecimento leva Bernard a comentar:

- Finalmente ama-me do jeito que te amo. Não sei como descrever o que é sentir isso... vossa...

Angeline interrompe-o bem calma, apenas deixando os braços do burguês juntamente com seu casaco pesado aquecê-la de um frio agradável:

- Vossa alteza está no passado. - ela se interrompe, ajeita seu corpo para que possa virar sua cabeça e assim olhar dentro dos olhos azuis de Bernard, depois diz de forma suave e apaixonada: - Nunca imaginei vê-me envolvida em seus braços, ou sorrir tão puramente ao ver sua silhueta por trás das árvores... Você roubou meu coração.

Bernard sente-se verdadeiramente tocado, a ponto de não saber o que dizer. Ele então apenas sorrir, fazendo com que a princesa também sorria tão puramente como ela mesma descreveu. Angeline com impulsos ousados, não muito comuns de sua personalidade, toca os lábios de Bernard e usando apenas de seu olhar parece pedir por um beijo. Logo em seguida ela sussurra:

- Não me diga agora que isso é proibido.

Ele sussurra de volta:

- Incapaz sou de lhe negar algo.

Ele então a beija, algo repleto de uma leveza profunda.

Era algo sério. Logo em seguida, Bernard viu-se na necessidade de partir, foi de certa forma dolorida ter que tirar Angeline do calor dos seus braços, mas era preciso. Porém antes de ir, ele diz tomado pela felicidade:

- Alerte a todos, principalmente aos seus pais. Agora existe apenas você, o reino todo precisa saber disso!

A princesa sorri e diz:

- Imediatamente! Deixaremos tudo legal à sociedade... somente não me conformo em vê-lo ir tão cedo assim.

Bernard segura uma das mãos de Angeline e beija, afastando-se de costas ele diz quase gritando:

- Quando menos esperar amada, estarei de volta.

Angeline acena e diz sorrindo:

- Cuidado na descida...

Bernard que havia se esquecido por completo, se desequilibra, mas não caí. A princesa chega a rir, e ele de forma boba continua a andar de costas para aproveitar todo esse tempo para olhá-la.

Sim, ele voltou antes do entardecer, e assim que chegou, foi convidado para entrar e conversar com os pais da princesa, algo inesperado havia acontecido, enquanto estavam juntos nos fundos do castelo, um jardineiro, encantado com o que viu, fotografou. No inicio, rei Tristan havia mal interpretado, mas logo tudo se esclareceu. A relação foi aceita, mas há muito a proibir entre os dois, pelas próprias tradições ainda vivas na cidade.

Ao sair da importante discussão, o burguês notavelmente feliz com os últimos acontecimentos, diz a princesa enquanto estão parados no salão:

- Gostaria de convidá-la a retornar ao lugar onde estávamos antes... creio que a noite é bela, merece ser observada.

Angeline sorri e diz:

- Certeza que sim, iremos então.

Então os dois saem a passos lentos, com a princesa segurando o braço do jovem burguês, como se deixasse ser conduzida pelo mesmo.

Do lado de fora, observavam lentamente o cair da noite, que passaria a ser mais belo a partir de tal momento. Com certeza. A luz do farol já os alcançava sem brutalidade e as estrelas começavam a surgir uma a uma no céu cada vez mais escuro. Bernard, ainda em mente com o que realmente tinha o feito voltar, diz deixando mistérios no ar:

- Intenções eu tive ao querer retornar, deve desconhecer... devo então explicar meu retorno da melhor forma possível.

Angeline diz olhando para ele:

- Havia dito mais cedo que seria para tornar nossa relação legal perante aos meus pais... - a princesa faz uma pausa e diz com um sorriso curioso: - Há mais do que isso então?

O burguês sorri, em seguida segura uma das mãos da princesa e diz:

- Não poderia adormecer hoje sem antes lhe propor isso.

Ele se ajoelha e pede-a em casamento:

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- Vossa alteza Angeline Stafford aceitaria esse mero burguês como a outra metade de teu coração pela eternidade?

Angeline fica tão surpresa que chega a perder a voz por poucos segundos, porém diz sem se conter:

- Digo para que todos ouçam! Sim! Claro que sim!

Bernard coloca o anel de noivado em Angeline, ela olha para o anel, e depois a face sorridente do burguês, e faz isso diversas vezes em poucos segundos, até o burguês abrir os braços e dizer:

- Onde está meu abraço?

A princesa mesmo tão próxima, parece correr paras os braços daquele que ama, esperando de lá não sair tão cedo. E ele jamais imaginava aquele momento em sua vida.

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Quando Bernard volta a olhar a face de Angeline, os olhos dela levemente se encharcaram por toda emoção, ele sorrir e enxuga suas lágrimas enquanto diz:

- Sabemos que não posso ficar mais, é realmente uma pena ter de dizer isso.

A princesa diz um pouco entristecida:

- Diga-me apenas que voltará logo, não conseguiria mais ficar dia algum sem ver-te.

O burguês gentilmente segura suas mãos e diz:

- Querida, sou como o sol... nasço e morro todos os dias esperando o momento de te encontrar.

Angeline diz quase chorando novamente:

- Suas palavras... suas palavras tocam o fundo da minha alma, de forma que jamais imaginei.

Ele solta suas mãos para enxugar novamente os olhos da princesa um pouco molhados e diz com um leve sorriso:

- Não derramai suas lágrimas, estarei de volta logo cedo, ficarei com você como hoje. Angeline sorri.

Bernard beija sua testa e diz em baixo tom:

- Entre, não pegue esse vento frio... espere por mim, estou contando os segundos.

Ela diz procurando imitar o seu tom:

- Estarei esperando.

Bernard então deixa o local igualmente como mais cedo, acenando e andando de costas, mas dessa vez não irá se desequilibrar.

No dia seguinte logo após o nascer do sol, Bernard novamente estava à visita a princesa, e novamente a conversar com seus pais sobre a proposta de casamento. Acharam melhor que tenha sido feita cedo, e já começaram a decidir juntos alguns detalhes. Depois disso o jovem burguês fez companhia à princesa por algum tempo... Até decidir ir embora, mesmo querendo ficar mais um pouco.

Batidas na porta pela noite, Bernard aquecia-se na lareira que acendeu, estava quase adormecendo sobre o sofá. Ao abrir a surpresa, Angeline, àquela hora da noite e parcialmente encharcada por causa da chuva que ele não havia ouvido. Ela envolve os ombros, aparenta sentir frio. E Bernard diz ainda espantado:

- O que faz aqui tão tarde? Seus pais sabem?

Angeline diz após um soluço:

- A chuva pegou-me de surpresa...

Bernard segura seu braço e literalmente puxa-a para dentro, fechando a porta logo em seguida e diz:

- Vou buscar uma toalha.

Ele quando começa a subir as escadas, apenas ouve a sua voz tremula dizer:

- Desculpe-me invadir sua residência assim... Queria apenas conversar.

Bernard a ouviu, mas não tem a oportunidade de responder. Quando retorna tem uma toalha branca em mãos e estende-a a Angeline que pega-a e começa a secar seus braços. Bernard a observa e diz, lembrando-se de que tem que responder:

- Pelo visto está chovendo... fique até a chuva passar, ao menos isso.

Angeline sorri e quando se seca um pouco, entrega novamente a toalha a Bernard e diz sorrindo um pouco:

- Agradecida, Clark.

Bernard sorrir e diz:

- Se quiser me chamar de Bernard, sinta-se à vontade...

Bernard se retira novamente para guardar a toalha, porém volta rapidamente. Assim que retorna, encontra Angeline no mesmo lugar onde estava antes, ele então diz com um sorriso sincero:

- Vamos andar até a lareira, creio que está com frio, e também poderemos conversar.

Angeline diz enquanto o acompanha:

- Bem... Obrigada.

Perto da lareira, sentados estão Bernard e Angeline um do lado do outro, Angeline então diz:

- Meus pais querem que o casamento seja marcado o mais breve possível. Para nossa idade não tardar...

Bernard a interrompe e diz sorrindo:

- Somos tão jovens!

Angeline ri discretamente e diz:

- Eu sei... Creio que compreenda. Bernard diz ainda sorrindo: - Obviamente. Inclusive desejo que seja dessa forma.

Uma pausa parece que não há mais o que ser dito. Então Bernard diz iniciando uma aproximação a princesa:

- Chegue mais perto, querida.

Angeline se aproxima, sem muito bem entender as intenções do jovem burguês. Então quando ela se aproxima, ele a envolve com um braço e diz:

- Deixe-me aquecê-la junto à lareira...

Ele faz uma pausa e em seguida diz olhando para ela:

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-Afinal, ainda está chovendo. E você não irá tão cedo. Preciso de mais que sua presença dure mais tempo, e serei com certeza mais feliz.

A chuva por fim passou, o tempo passou, mas nem tanto. Angeline então diz um pouco preocupada:

- Necessito ir... minha mãe autorizou-me, porém meu pai pode brigar. - Bernard se levanta e Angeline logo em seguida, Angeline então diz enquanto olha para ele: - Não quer me acompanhar?

Bernard olha para ela e diz em tom sério:

- Posso te acompanhar. - e enquanto Angeline andava a frente, ele completa: - Devo te acompanhar.

Do lado de fora, Bernard pega seu carro, demora uns cinco minutos para ligá-lo como de costume e parte em direção ao castelo.

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O veiculo não é tão rápido, Monte Vista se manteve conservadora enquanto todas as outras cidades da nação Sim evoluíam, então é de se esperar que tudo seja bem velho. Ao chegar à frente do castelo, Bernard acompanha Angeline até a porta e diz com um sorriso sincero:

- Está entregue, senhorita!

A princesa sorri e diz:

- Obrigada, cavalheiro, apenas não entendo uma coisa...

Bernard diz curioso:

- O que não entende?

Angeline sorri e diz:

- Já tens meu coração, porém continua a cortejar-me, tratar-me como se quisesse ainda me conquistar. Por que faz isso?

Bernard sorrir e diz:

- Em minha cabeça, ainda não está claro que te conquistei. Não importa quantos anos passemos juntos nesse casamento, sempre, eternamente e diariamente vou desejar conquista-te e roube-te o coração.

A princesa apenas sorri. Bernard beija de surpresa os lábios da princesa e em seguida diz: - Vejo-te amanhã querida, cuide-se e boa noite. Angeline diz um pouco corada:

- Boa noite.

Bernard entra novamente no carro e de lá observa a princesa entrar no castelo, queria ele certificar-se de que ela estaria segura. Só então parte para sua residência.

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No dia seguinte, o jovem burguês recebe outra visita surpresa da princesa Angeline, quando ela chega, acaricia seu rosto e diz:

- Fico feliz que esteja aqui novamente Angeline.

Angeline apenas sorri. Há uma pausa, Angeline tenta descobrir de onde vem a música clássica que está ouvindo, e então diz:

- De onde vem essa música?

Bernard sorri e diz enquanto segura sua mão:

- Acompanhe-me, por favor.

Os dois dirigem-se até uma porta que os leva aos fundos da mansão, e logo ao sair, a princesa depara-se com um belo tocador de discos de vinil. Ela sorri e diz:

- Está explicado.

O burguês diz um tanto alegre:

- Concede-me a honra de dançar novamente com vossa alteza?

A princesa balança a cabeça, os dois descem um par de escadas para o lado de fora realmente, e por fim começam a dançar.

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Não muito tempo depois, ambos sentem pingos, é uma chuva que está por começar. Angeline diz:

- Não vamos parar por causa disto, por favor.

Bernard diz:

- Mas...

Angeline o interrompe e diz:

- Sem desculpas. Apenas dance.

Ela sorri fazendo-o sorrir logo em seguida. Pouco tempo depois o céu escurece um pouco, a chuva não engrossou muito, mesmo assim Bernard acha uma ousadia o que estão fazendo. Então de repente a princesa diz:

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- Andei tendo uma ideia um tanto ousada ultimamente... mas inda preciso de tua opinião.

Bernard diz com um sorriso engraçado:

- Mais ousada que dançar em meio à chuva?

Angeline rir um pouco e diz já parando de dançar:

- Saberá. Vamos entrar e conto-te.

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Mesmo molhados, ambos se sentam no sofá, Bernard então diz:

- Diga-me, em seguida irei buscar toalhas para nós.

Angeline diz:

- E se casássemos sem ninguém ficar sabendo?

Bernard surpreso diz:

- O quê?!

A princesa ri da reação de Bernard e diz:

- Há uma capela aqui perto bem pouco frequentada... poderia ser lá. Não me agrada pensar em grandes festas, para mim deveria ser um momento nosso e de mais ninguém.

Bernard com a cabeça um pouco baixa diz enquanto pensa sobre o assunto:

- Entendo teu ponto de vista querida, mas... há certeza de que isso desapontaria vossa majestade rei Tristan e sua esposa Miriam...

Angeline o interrompe e diz:

- Quem se importa? Mantenho este argumento, se possível gostaria que fosse amanhã... Depois nos explicamos!

Bernard ainda pensativo diz:

- Tudo o que almejo é tua felicidade... a nossa felicidade...

Angeline diz:

- O que me diz? Convenço-te ou não?

Bernard diz:

- Faremos isso. Como tu mesma dizes, explicamo-nos depois.

Angeline sorrir e diz:

- Sou lhe grata meu amor!

Bernard sorri e diz:

- Volto logo, irei buscar toalhas.

Pouco tempo depois, enquanto ambos tiram o acesso de água dos corpos com as toalhas, Angeline pergunta:

- Tens um piano?

Bernard diz:

- Ter eu tenho, tocar, não o toco. Não tenho teu dom para isso.

Angeline diz empolgada:

- Tocarei para ti então!

E pensar que o tempo a cada nota que Angeline tocava, parecia passar mais rápido, e mais alegre.

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E mais tarde, já sentindo o efeito da saudade e do granizo a cair, Bernard a deixa em casa como havia feito noite anterior, e abraça-a bem forte antes de realmente ir, o dia havia sido maravilhosamente encantado com o som de Angeline e Bernard se sente o homem mais sortudo do reino. Principalmente porque no dia seguinte ao fim da tarde, casaram-se escondidos numa bela capela.

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O dia seguinte chegou tão rápido quanto o inimaginável. O fim de tarde mais esperado da vida da princesa e do jovem burguês também. Bernard chegou mais cedo, e ficou a esperá-la no altar com uma ansiedade incontrolável. Afinal todas as noivas propositalmente se atrasam. E assim que ela chegou, finalmente uniram-se no matrimonio aos olhos de cristo, o único que tudo presenciou. E já começavam a pensar em explicações para serem dadas ao rei e a rainha quando retornassem ao castelo para buscar as coisas da princesa.

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Agora Bernard havia se tornado um príncipe, aquele que substituiria o rei ao seu falecimento, mas ele não ligava nenhum pouco para isso. Mas tanto agora príncipe e princesa ficaram assustados com a alteração do rei ao saber que a filha havia se casado distante de teus olhos. No inicio, o rei praticamente quis bater em Bernard, mas tudo foi controlado e esclarecido, a vontade incomum da princesa se casar longe de vários olhos, mas principalmente que esse casamento já tinha sido aceito. Não deveria haver mais problema algum, e a princesa juntou suas coisas e se despediu dos pais, partindo para viver uma nova vida ao lado de seu príncipe.


Eu digo com a cabeça baixa:

- Está tarde... a história tende a piorar... tem certeza que quer que eu termine agora?

Mia diz de forma séria:

- É uma linda história... quero terminar de ouvir, por favor.

Eu digo:

- Apenas corrigindo, é a nossa história.

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