FANDOM


O Baile
Nome O Baile
Escrito por AmandaMM
Data de lançamento 24 de Fevereiro de 2014
Simsérie Eternamente
Classificação Classificação 12 anos 12 anos

Cronologia
Temporada
Capítulo Anterior Apenas uma Sexta-Feira
Próximo Capítulo Uma Atitude
Mudou-se

Propriedade

Eternamente - 1x09: O Baile é de propriedade de AmandaMM. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.
Eternamente - 1x09 (01)

Acordei agora um tanto tarde, mas não há problema, hoje é sábado! Inclusive... Antes de tudo vou checar minhas roupas e vê o que posso fazer ao meu respeito, creio que talvez mude um pouco hoje...

Vejamos, tem isso aqui para eu vestir agora, e posso deixar esse vestido para a hora do baile... Ok, melhor não esquentar minha cabeça com isso, ou posso ficar parecendo com aquelas patricinhas obcecadas com sua aparência, algo longe de mim. Completamente longe de mim.

Assim que desço as escadas ouço ruídos vindos da cozinha, pelo visto meu pai está acordado, na verdade, deveria esperar por isso. Assim que vou até onde está, quase deixo ecoar um “bom dia pai”, porém ele olha tão fixamente para mim que fico sem palavras.

Eternamente - 1x09 (02)

Eu então digo olhando dentro dos seus olhos brilhantes:

- Algum problema?

Ele balança a cabeça rapidamente e diz:

- Não, de forma alguma. Está linda, querida.

Fico um pouco sem graça e respondo:

- Bem... Obrigada pai.

Ele sorrir e diz:

- Há ainda panquecas para esquentar, então pensei que poderia comê-las. Algum problema com isso?

Eu digo: - Está tranquilo, obrigada.

Meu pai diz enquanto avança em direção as escadas:

- Subirei rapidamente, quando voltar tenho algumas perguntas a te fazer. Eu digo já revirando a geladeira atrás das panquecas:

- Sem problemas.

Não muito depois eu terminei de comer, meu pai desceu e dessa vez mais arrumado, ficou limpando os balcões da cozinha enquanto eu pensava silenciosamente perto da sala no que eu poderia fazer agora. Até o telefone tocar e eu atender.

Era Benjamin querendo conversar sobre o baile, perguntando que horas eu iria chegar e tudo mais... eu respondi a todas as suas perguntas e basicamente o assunto encerrou aí, apenas não imaginava que meu pai estava prestando atenção o tempo todo.

Eternamente - 1x09 (03)

Assim que eu desligo o telefone, meu pai diz numa seriedade um tanto curiosa:

- Com quem falava?

Fico séria, viro-me para ele e digo um pouco mais espontânea:

- Um colega de sala. Queria saber sobre o baile. Sabe, ele é bem quieto e solitário. Fala apenas comigo.

Meu pai abaixa um pouco a cabeça e diz enquanto se aproxima:

- Acho que o entendo.

Meu pai pega um livro da estante e senta na cadeira, assim que ele faz isso, lembro-me que poderia aproveitar esse tempo livre para fazer meu dever de casa. Busco-o no quarto e desço novamente, para assim fazê-lo enquanto tenho a presença do meu pai. Posso ser uma adolescente, adolescentes podem se trancar em seus mundos, mas algo que nunca vai mudar e que eu amo meu pai e amo mais ainda os breves momentos que temos.

Eternamente - 1x09 (04)

Eu digo quebrando o silêncio que até aquele momento predominava:

- Você não tinha perguntas a me fazer pai? Se quiser pode fazê-las agora.

Meu pai diz notavelmente concentrado no livro que lê:

- Sim eu tinha, ainda tenho. Mas você me parece um pouco ocupada.

Eu digo:

- Não, pode falar.

Meu pai então fecha o livro e diz:

- Você irá ao baile hoje. Gostaria de saber que horas sai para eu te buscar.

Eu paro por um momento de fazer meu dever e digo:

- Bem, termina as dez em ponto. Um carro vai me buscar aqui às cinco e meia, mais ou menos algo assim. Era apenas isso?

Meu pai diz:

- Queria pedir desculpas. Cada vez mais estamos nos distanciando, seja você com sua escola ou eu com meu trabalho cansativo. Apenas queria que soubesse que eu estou aqui, para tudo o que você precisar, querida.

Eu sorrio e digo:

- Obrigada pai, de verdade. É muito bom saber disso.

O tempo passou, novamente me vi sem nada para fazer, almocei, vi televisão no meu quarto, conversei com meu pai sobre a escola, olhei a janela... Até que finalmente comecei a me preocupar em me arrumar para o baile. Então me despedi do meu pai e fui andando até a incrivelmente limusine que surgiu na porta de casa. Não sabia que esse seria o carro...

Eternamente - 1x09 (05)

Enquanto a limousine andava lentamente pelas ruas eu via o sol cada vez mais baixo no céu azul claro, até sumir completamente e dar lugar aquela gigantesca lua por sinal bem cheia. Vigor de vampiro... Espero que meu pai fique bem essa noite... Há o risco de que para ele tudo saia do controle com muita facilidade em noites como essa.

Entro pela porta principal, vou até o salão onde está sendo realizado o baile, tudo está pronto, tudo mesmo, porém toda aquela multidão de alunos ainda não chegou, tem um... dois... três... Benjamin! Ele está logo ali! Vou para uma mesa de dois lugares um pouco isolada da pista de dança e das mesas de comidas e bebidas, justamente onde está Benjamin. E novamente ele não parece ter vindo de Monte Vista, já que ao invés de terno usa uma camisa com calça jeans.

Aproximo-me, ele me vê e sorri, eu então digo:

- Oi Benjamin, não esperava encontrar-te aqui tão cedo, não há quase ninguém nesse lugar. Benjamin diz ainda sentado em sua cadeira:

- Fui o primeiro a chegar. Quis ser pontual quando no fim das contas ninguém é.

Ele tem razão. Sento-me na outra cadeira e ficamos olhando um para o outro. Enquanto isso, uma multidão parece brotar dentro do salão que fica cheio em segundos e a festa finalmente começa a rolar de verdade. As músicas estão legais, todos dançam, conversam e muito mais, porém eu e Benjamin continuamos sentados olhando um para o outro, sem tomar nenhuma atitude. Eu digo tendo de aumentar o tom para Benjamin poder me ouvir:

- Você sabe dançar?

Ele diz dando uma longa pausa:

- Não...

Uma música mais calma começa a tocar, todos os que já estavam dançando formam pares. Eu então digo:

- Vamos dançar ao menos uma música assim. Não deve ser tão difícil!

Benjamin sorri e diz:

- É o que veremos.

Vamos a passos largos para a pista de dança ao local onde tinha menos concentração de pessoas, paramos um na frente do outro e ouço Benjamin dizer em tom mais alto:

- Mão direita... - ele ergue o braço direito, eu também, para então nossas mãos se seguram e ele repete mantendo o tom: - Mão direita.

Depois ele olha para mim e diz abaixando um pouco a cabeça:

- Segurar a cintura com a mão esquerda. - Ele então faz isso comigo, parece que ele está se instruindo em voz alta... Benjamin olha para mim de novo, e em seguida solta a minha cintura para segurar minha mão a guiá-la até suas costas. Depois ele comenta com um leve sorriso: - Agora está certo. Eu imito seu sorriso.

Começamos a dançar normalmente como qualquer um, Benjamin então volta a se instruir:

- O cavalheiro conduz a dama a todo o tempo. - Eu tento prestar mais atenção na sua voz mais baixa, ele então continua a dizer: - É necessário mais do que técnica... É preciso delicadeza. Benjamin me gira de tal forma fazendo-me cair lentamente assim como perfeitamente em seus braços, para depois de outro giro voltar a uma postura de como nada tivesse acontecido.

Eu digo procurando ser delicadamente irônica:

- Realmente... Isso não é nem um pouco saber dançar.

Benjamin diz enquanto faz uma careta:

- Alô? Eu vim de Monte Vista! O que acha que me ensinavam lá?

Eu digo usando das informações que eu sei:

- A ser cavalheiro?

Ele com um olhar meio baixo, diz numa voz sem graça:

- Seria a intenção. - Benjamin me gira mais uma vez e logo em seguida diz: - Você está dançando muito bem.

Eu rio e digo:

- E se eu te falar que nunca dancei isso?

Benjamin sorri e diz:

- Talvez você simplesmente saiba.

Eu balanço a cabeça. A música está chegando ao fim e verdadeiramente, eu queria continuar dançando assim... quando a música acaba, eu digo um pouco longe de Benjamin:

- Vou procurar por algo para beliscar. Quer alguma coisa?

Benjamin faz um gesto de negação, eu então vou até a mesa de buffet procurar por alguma coisa. Algum tempo depois eu volto, enquanto Benjamin bem quieto parece tomar um gole de um copo de poche. Ao sentar na cadeira, vejo que tem outro para mim também, antes mesmo de fazer algum comentário, Benjamin diz:

- O pessoal do time de futebol trouxe aqui, estava sendo gentis, porém não aconselho que beba, está com um gosto estranho.

Eu digo olhando para a pista de dança:

- Tudo bem.

Assim que concentro minha atenção novamente a Benjamin, ele está com os cotovelos na mesa e mãos pressionado a cabeça. Eu então digo preocupando-me um pouco:

- Está tudo bem?

Ele diz com uma voz levemente alterada:

- Não me sinto bem... Ele então tira as mãos da cabeça e olha para mim, em seguida diz:

- Está... Está tudo rodando...

Eu digo mais preocupada ainda:

- Benjamin? O que está acontecendo?

Ele simplesmente salta da cadeira, puxa-me pelo braço e diz soando como um berro:

- Mia! Vamos dançar! Não estou entendendo mais nada.

Benjamin me arrasta para a pista e começa a dançar qualquer coisa junto com os outros. Parece-me completamente maluco! Eu digo gritando para que ele possa me ouvir:

- Benjamin! Você não está bem!

Benjamin diz conseguindo falar mais alto do que eu:

- Claro que estou! Tudo está rodando... É muito massa! Agora vamos dançar! Porque está parada?

Eu olho em volta e vejo os garotos do time de futebol, vou até lá então e digo a eles:

- O que fizeram com Benjamin? Desde que bebeu a porcaria da bebida que vocês o ofereceram perdeu total controle de si!

Ambos os três riem, porém o líder do grupo diz de forma engraçada:

- Senhorita, isso aqui é uma festa! E essa foi mais uma brincadeirinha... Estávamos loucos para ver como é o excluidinho fora de si!

Fico com raiva depois disso e digo gritando:

- Cara, vai te catar! Não tem mais o que fazer não?

Ele faz um gesto aos outros que deixam o local, e então diz mudando completamente o tom de voz:

- Na verdade sim... estava lembrando... tirando aquela bola de óculos, você é a única garota da sua sala que eu não peguei... ainda não sei por quê... não é de se jogar fora.

Ele se aproxima mais de mim e dou dois passos atrás, ele então volta a se aproximar e eu digo:

- Não ouse. Saia daqui!

Ele abre os braços e diz:

- Eu sou irresistível! Você vai amar ser minha garota essa noite!

Eu digo com mais raiva ainda:

- Vai pegar aquelas lideres de torcida vagabundas que você já se cansou de usar e cai fora!

Ele ri, Benjamin chega logo ao meu lado, notavelmente estranho e diz com a voz mais alterada ainda:

- Afaste-se dela.

Ele ri mais ainda e diz:

- Qual é, excluído? Quer brigar?

Ele avança na direção de Benjamin com o punho cerrado, eu então entro na frente e digo ainda irritada:

- Quantas vezes eu tenho que dizer? Vai embora!

Ele ergue as mãos, eu então pego Benjamin pelo braço e digo:

- Vamos, vou te levar para casa, não está nada bem.

Dando alguns passos junto com Benjamin e ele cai no chão, o barulho chama a atenção de todos os presentes. Eu então quando vejo - Jesus! Ele desmaiou! Eu me ajoelho e balanço-o enquanto digo:

- Benjamin! Benjamin acorda! Nada, ele está completamente sem os sentidos. Procuro por algum lugar que indique as horas, está indo dar nove da noite. Tenho então uma idéia, é provável que dê certo.

Do lado de fora, corro ao redor da escola atrás da entrada que meu pai pode está esperando até finalmente encontrá-la e corro rapidamente até lá, chamando a atenção do meu pai.

Eternamente - 1x09 (06)

Eu então começo a gritar:

- Pai! Pai! Preciso de ajuda!

Meu pai se preocupa e diz:

- O que houve filha?

Eu então o alcanço e digo enquanto recupero o fôlego:

- Meu colega... Colocaram algo no poche dele que o enlouqueceu e agora ele desmaiou

Meu pai anda a minha frente e diz:

- Sou médico, posso resolver isto. Venha comigo, vou ajudá-lo.

Chegando ao salão, o burburinho e alguns estudantes em volta de Benjamin desmaiado, meu pai chega se ajoelha e começa a checá-lo. Ao levantar ele diz:

- Isso é comum nessas festas de colegial e faculdade. Conheço a substância, ele provavelmente vai acordar apenas de manhã, terá os efeitos de uma ressaca, perda temporária de memória... enjoos e dores de cabeça. Mas ele vai ficar bem.

Eu suspiro aliviada e digo:

- Como ele vai para casa?

Meu pai pensa e diz:

- Onde ele mora?

Eu digo:

- Bem perto de nós.

Meu pai então se abaixa novamente e pega Benjamin, depois diz:

- Eu o levo para casa.

Eu sorrio e digo:

- Sério pai? Muito obrigada!

Saímos andando a passos rápidos, pedi um táxi e meu pai provavelmente usará de seu vigor para chegar rapidamente a casa de Benjamin, sinto que tudo ficará bem. E que esse baile será de alguma forma inesquecível.

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.

Também no FANDOM

Wiki aleatória