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O Segredo
Nome O Segredo
Escrito por AmandaMM
Data de lançamento 7 de Fevereiro de 2014
Simsérie Eternamente
Classificação Classificação 12 anos 12 anos

Cronologia
Temporada
Capítulo Anterior Um Garoto Chamado Benjamin Clark
Próximo Capítulo Apenas uma Sexta-Feira
Mudou-se

Propriedade

Eternamente - 1x07: O Segredo é de propriedade de AmandaMM. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.
Eternamente - 1x07 (01)

Já é de madrugada, trabalhei até agora no hospital, estou exausto, faminto e sentindo meu corpo queimar como conseqüência disso. Mia deve já estar dormindo, creio que está... Preciso me alimentar logo, antes de qualquer coisa.

São duas da manhã, chegando perto da cozinha, fico parado, pensando em Laura, queria muito que eu ainda parasse de sofrer tanto com isso, mas é impossível. Mas de qualquer forma, sempre passa...

Eternamente - 1x07 (02)

Tomo lentamente esse suco, e vou pensando, e ao mesmo tempo sendo consumido por meu cansaço. Amanhã acordo no mesmo horário, cedo para alguém que vai dormir ainda... Mas creio que estou perto de uma promoção, e as coisas vão melhorar.

Dormir mal demais, e ainda por cima acordo somente com as buzinas da carona. Não posso mais demorar nem um minuto, ou ponho tudo a perder. Jamais isso tenha acontecido antes.

Eternamente - 1x07 (03)

Encontro com Mia no corredor, ela diz tão apressada quanto eu: - Bom dia pai. Eu digo: - Bom dia querida. Mia sai de casa e entra no ônibus escolar, logo atrás eu entro no carro da carona, que por sinal reclama comigo da minha demora. Ao menos chegarei no horário no trabalho.


Venho aqui a pensar, hoje na aula conversei novamente com Benjamin, ele estava um tanto estranho, mas talvez seja apenas o seu jeito. Mesmo um tanto estranho, parecia falar melhor comigo do que ontem, o que é um tanto melhor. Preciso descansar mais, dormir um tanto mal essa noite, sonhando e acordando o tempo todo. Mas não me lembro mais de nada. Mais tarde acordo e faço o dever...

Eternamente - 1x07 (04)

Acordo somente agora e estou completamente desorientada... Que horas são? Ao pegar o celular, cinco da tarde. Dormi mais do que deveria. Mas pelo menos me sinto melhor, vou comer alguma coisa e fazer meu dever... Afinal, sou uma das melhores alunas na sala, certo? E até onde lembro... Aquele dever está fácil demais.


Deitado nessa cama há horas e sei apenas olhar essa foto, só sei revirar a memória em busca de lembranças, lembranças que me contaram e que infelizmente não consigo lembrar, mas que adoraria. Olhar fixamente para um tempo que já passou. Toda a alegria e toda dor, me faz perder minha personalidade e assumir quem um dia já fui.

Tenho uma vontade tão grande de que isso tivesse sido diferente, ou que simplesmente tivesse ela reconhecido meu rosto, completamente mudado pelo tempo, ou somente minha alma está gritando? Implorando para eu mudar e merecer-te? Passei a infância ouvindo sobre o seu retorno, passei a infância ouvindo sobre aquilo que até hoje era esquecido. Já tinha deixado de acreditar.

Era apenas uma criança imatura que roubava as coisas da mãe para provocá-la. Nunca prestei por completo, mas meu rosto de anjo esconde os pecados que apodrecem minha alma que antigamente já foi tão pura. Sou um anormal perante aqueles que um dia eu já fui, todos os meninos da minha antiga escola em Monte Vista seguiam a antiga tradição de sempre irem o mais formal possível. Enquanto eu era apenas um adolescente, além de solitário, desprezado por não me identificar com qualquer uma daquelas baboseiras, como minha mãe, tornou-se um escândalo ao engravidar de mim na flor da idade e sem casamento.

Sempre fiquei dividido, meu avô dizia sim, minha mãe não. Meu avô dizia “Acredite fielmente meu filho! Tudo o que eu lhe disse é verdade!” E minha mãe apenas ria, dizendo que aquilo era para os burros e tontos, que não sabem realmente como curtir a vida, e querem apenas sofrer. E agora essa mesma mãe está a gritar no andar de baixo a mais de cinco minutos, estou ignorando o máximo possível, ela vai perguntar o que é. E vou ter que brigar, não agüento mais processar isso sozinho e principalmente deixar a causa de tudo isso sem conhecimento algum. A noite caiu e lembro apenas que não é hora de ir atrás.

Finalmente me rendo e desço, e ela já diz mudando seu tom comigo:

- O que houve menino? Estava me ignorando?

A raiva toma conta de mim, minha mãe não sabe de nada, nunca soube então grito:

- Me deixe em paz! Quantas vezes na minha vida tenho que te pedir?

Desci com a foto em mãos, ela imediatamente toma de mim e olha, depois diz parecendo não acreditar:

- Como pode... Porque estava com isso?

Ela aponta a foto para mim, eu digo tentando me controlar:

- Essa foto sempre me pertenceu assim como esse crucifixo preto que uso diariamente.

Tiro a foto de suas mãos e guardo no bolso da calça. Ela diz fazendo sinal de negação:

- Sabe muito bem que não.

Irrito-me novamente e digo:

- Sabe muito bem que sim! Apenas nunca quis acreditar! As evidencias apareceram cedo, nossa própria religião prega isso!

Minha mãe diz sem medir palavras:

- Dane-se! Não acredito na religião e nem no que meu pai te contava! Ele te iludiu a vida toda! Tudo isso apenas te estragou! Grito de uma vez por todas:

Eternamente - 1x07 (05)

- Me deixe em paz! Nunca ligou para mim! Nunca ligou para o que eu sinto! Se eu estou estragado a culpa é sua e de mais ninguém! Faça seu tosco papel de fada, saia por ai espalhando “sorrisos e alegria” e deixe-me...

Eu me acalmo, minha mãe está assustada comigo, verdadeiramente, eu então continuo:

- Deixe-me com meu sofrimento e a minha solidão. Deixe-me sozinho com minhas esperanças de que tudo aquilo seja verdade.

Nenhuma palavra e me sinto mal por ter brigado com minha mãe, mas estava... ainda estou explodindo, saio andando para o andar de cima vendo-a me seguir com o olhar. Entro para meu quarto batendo a porta, chuto o pé da cama de raiva e resmungo a mim mesmo:

- Mas que merda!

Eu então paro, sinto a dor no meu pé por chutar a cama. Lembro da foto guardada no bolso e pego-a, conservada tão bem e por tanto tempo que parece ter sido tirada no último outono. Enquanto olho a foto com um pequeno sorriso, digo para mim mesmo:

- Eram tão jovens, tão perfeitos um para o outro... Você com seu coração nobre e puro para um rapaz... Merecia todo o seu amor. E quanto a mim hoje... Abaixo a cabeça e digo: - Não mereço nem ouvir o seu respirar.

Abro uma das pequenas gavetas na minha mesa, vazia como sempre para guardar essa foto com todo cuidado, a única prova de tudo o que me foi dito, guardo-a e fico a pensar... Minha alma por mais poluída que seja dos últimos tempos ainda tem um lado puro, e esse lado puro não vai suportar guardar esse segredo por tanto tempo. Mais cedo, mais tardar... Terei de contar. Mas agora, devo me preocupar em me recolher, ou ao menos tentar, amanha ainda assim tenho aula, e um grande presente para meus olhos.

Eternamente - 1x07 (06)

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