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Adolescente ou "Aborrescente"
Nome Adolescente ou "Aborrescente"
Escrito por AmandaMM
Data de lançamento 31 de Janeiro de 2014
Simsérie Eternamente
Classificação A leitura não é recomendada para menores de 12 (doze) anos. 12 anos

Cronologia
Temporada
Capítulo Anterior Uma Programação Diferente
Próximo Capítulo Um Garoto Chamado Benjamin Clark
Mudou-se.png

Propriedade

Eternamente - 1x05: Adolescente ou "Aborrescente" é de propriedade de AmandaMM. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.
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E aqui estou eu, cansado ao extremo nessa noite de segunda-feira e com uma filha adolescente que invadiu seu quarto para se arrumar e não me deixa entrar. Eu mereço... Bem, hoje pela tarde ocorreu o aniversário de Mia, ela também recebeu um A no ensino fundamental e entrará para o ensino médio depois do feriado de amanhã. Estou realmente orgulhoso de minha filha e preparado para descobrir se ela é uma aborrecente, se houver puxado a mim, não, se houver puxado a Laura, sim.

Dei de presente a ela uma scooter, algo que ela pode usar para se locomover por aí... Já me conformei que deverei dá mais liberdade a ela, e ao mesmo tempo nem tanto assim. Então ouço sua voz do outro lado da porta:

- Pode entrar agora pai. Faço isso então e assim que entro, deparo-me com Mia completamente transformada.

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Eu digo encantado com a aparência de Mia:

- Filha você está... Está... - Mia sorri. E eu concluo: - Linda. Não sei se isso basta, é muito mais do que isso afinal.

Mia se aproxima e diz calmamente:

- Obrigada, pai. Agora, acho melhor deixá-lo dormir. Mas antes, lembro-me de algo agora que gostaria de lhe falar...

Eu sorrio e digo:

- Claro, pode falar querida.

Mia se aproxima mais, e toca meu rosto logo em cima da minha barba rala e diz olhando no fundo de meus olhos:

- Você está deixando a barba crescer, não é?

Eu digo um pouco confuso:

- Sim querida... Por quê?

Mia segura uma de minhas mãos e diz com o olhar baixo:

- Está tentando parecer que está mais velho, mas não está conseguindo. Eu percebo que você é jovem demais para ter uma filha adolescente.

Eu digo sorrindo e fingindo não entender o que ela quer realmente dizer:

- Seria um elogio?

Mia solta a minha mão e se aproxima da porta e diz calmamente virada de costas para mim:

- Também... Mas amanhã precisamos conversar, há algo na sua juventude que preciso saber.

Mia sai do quarto ainda mantendo a porta aberta, vira-se para mim e diz dando um leve sorriso:

- Boa noite, pai.

Eu digo olhando para ela:

- Boa noite filha durma bem...

Mia fecha a porta. Ela desconfia... Ela sabe que há algo de errado, e ela está certa. Vou conversar com ela a respeito de manhã.

Meu celular toca às 5 da manhã, emergência no hospital e precisam de mim nesse exato momento. Arrumo-me rapidamente e desço, vou ter que ir de moto o mais rápido possível para lá.

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É, acabo saindo do hospital apenas nove da manhã, e foi tão cansativo... Não parei um só minuto dentro daquela emergência, sempre me chamavam para alguma coisa, vários pacientes... Agora ao menos estou de volta, e espero que Mia não tenha sentido minha falta. Porém antes de entrar, vou pegar esse jornal aqui para poder ler.

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Pouco tempo depois, sinto a presença de Mia na sala, afinal é inconfundível. Ela diz aparentando está mais disposta que nos outros dias:

- Bom dia pai! Porque está de uniforme? Hoje é feriado!

Eu rio, porém com um intervalo consideravelmente longo eu digo:

- Fui chamado para ajudar na emergência antes do nascer do sol. Voltei há pouco tempo.

Mia parece estar revirando a geladeira e não me responde. Termino o jornal e pego um suco, sento-me à mesa com Mia, não havia intenções de iniciar qualquer assunto, porém ela de repente diz:

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- Não está se esquecendo de nossa conversa hoje... Certo pai?

Levemente me engasgo com o plasma, mas rapidamente me recomponho e digo:

- Sim, não me esqueci. Peço apenas que me deixe cochilar um pouco... Assim poderei dedicar todo meu tempo a essa conversa mais tarde.

Mia sorrir e diz calmamente:

- Como quiser. É exatamente o que faço em seguida.

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Ao acordar, tomo um banho, procuro também por rugas em minha face, alguma coisa relacionada para parecer mais velho... Nada, absolutamente nada. Não tem como fugir da realidade.

Procuro por Mia na sala, não a encontro. Vou então ao seu quarto e encontro-a lendo, não faço idéia do que ler, mas me parece tão concentrada que sua atenção não foi desviada com a minha chegada. Eu então digo não tão alto:

- Mia... Estou aqui, podemos conversar agora.

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Mia fecha o livro imediatamente e diz:

- Hm, que bom que chegou. Estava lendo esse livro que achei na estante... Não sabia que gostava de romances.

Eu digo:

- Nunca li. Esse livro já estava na estante quando comprei a casa. Além disso, não preciso ler um romance... - interrompo-me, Mia se levanta e parece ir deitar na cama confortavelmente, eu então concluo virando-me para ela: - Porque já vivi um. - Sento-me no pufe roxo que tem no quarto de Mia, ela não diz nada, então eu digo: - Como podemos começar...?

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Mia diz soando irônico:

- Do inicio.

Coço um pouco a cabeça e digo:

- Questiona minha juventude, o que mais questionas, além disso?

Mia mantém um breve silencio e diz:

- Sua pele, sua baixa intolerância ao sol, você não precisa comer nada, apenas beber aqueles sucos vermelhos que nunca me deixou tocar. Isso é estranho demais... Sobrenatural.

Eu então digo com a cabeça um pouco baixa:

- Sabe filha, ninguém além de sua mãe teria coragem de me amar, de querer tanta proximidade ao meu ser... O amor que sua mãe teve por mim e a segurança que ela tinha ao meu lado eram mais provas de seu estado mental abalado...

Mia me interrompe e diz surpresa:

- Estado mental abalado? Como assim? Mamãe tinha alguma... coisa?

Eu digo:

- De forma leve... Laura tinha problemas mentais, Laura era insana, julgada como incapaz em alguns casos...

Mia questiona de forma diferente:

- Minha mãe era doente?

Quando ouço isso com instintos levanto-me, viro-me para Mia e digo agressivamente e em alto tom:

- Não fale isso de sua mãe! Ela não é doente! Ela era perfeita para mim! - interrompe-me para trocar o tom e prossigo: - Não seja como sua tia que só incapacitava sua mãe! Que não confiava em mim para cuidar dela!

Mia diz de forma calma e de certa forma cortando minha agressividade:

- Como incapacitar quem não estar entre nós. É incoerente. Eu digo enquanto abaixo a cabeça, tomando-me pela tristeza: - Sua falta de normalidade combinava tanto com a minha anomalia... Tanto... Era perigoso, sempre foi. Até você a vida toda esteve em risco por causa desse canalha que chama de pai!

Mia diz:

- Pai! Não diga isso! Mas afinal... O que é? O que houve com você?

Aproximo-me de sua cama, ela não me olha nos olhos, ela olha o vão a frente dela. Sinto-me de certa forma mal, mas eu então digo:

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- Sou jovem porque sou imortal. Sou imortal porque sou vampiro. Somente me alimento daqueles sucos porque tem plasma em sua composição. A exposição ao sol queima-me até a real morte. Isso é tão grave e sério para mim que... - eu me interrompo e digo sentindo uma grande dor: - Que vou assistir a sua morte, você vai morrer antes de mim. Enquanto eu vou continuar miseravelmente jovem.

Irrito-me e bato em uma das paredes, depois digo gritando:

- Eu sempre perco todos aqueles que amo! Você jamais saberá o que é isso! Você jamais saberá como é não ter pulsação alguma! Sou como um morto vivo!

Mia levanta-se da cama e diz assustada:

- Quem é você? Quem era o papai que me lia histórias? É esse monstro que você mesmo diz?

Mia abaixa cabeça, eu digo então:

- Mia... Sempre fui eu, por favor...

Mia grita:

- Não! Você não é meu pai! Meu pai não é um vampiro! Meu pai é normal!

Aproximo-me de Mia e faço-a segurar meu pulso, ela olha para mim com espanto e eu digo:

- Você nunca percebeu que sou tão frio...?

Mia tira sua mão a força e diz:

- Isso é uma loucura!

Eu tento me aproximar de Mia, mas ela apenas dá passos atrás, até esbarrar na cama e cair sentada sobre ela. Depois diz reprimindo-me com o braço e evitando olhar em meus olhos:

- Saia do meu quarto...

Eu digo inconformado:

- Mia! Não...

Mia diz com uma voz chorosa:

- Por favor! Deixe-me sozinha!

Aproximo-me rapidamente e puxo-a pelo seu braço estendido diretamente para meus braços sem calor algum. Ela desaba em lágrimas que conseguem cortar minha alma. E eu digo tentando consolá-la:

- Querida, por favor, não chore... - Ao dizer isso, Mia empurra-me contra a porta e acabo saindo do seu quarto, ela fecha a porta na minha cara com todos os motivos do mundo. E eu somente digo do outro lado da porta: - Você é apenas uma adolescente... Eu lhe entendo, querida, vou te deixar sozinha, qualquer coisa estarei no meu quarto...

Eu por fim me retiro, sentido a dor que Mia está sentindo, sentindo-me culpado.

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Um bom tempo depois eu ouço a porta, Mia está atrás de mim observando-me momentaneamente em meu jogo de xadrez, eu então digo:

- Além da porta bater, eu sinto seu calor. Fico feliz que tenha me procurado.

Fecho o computador imediatamente e me levanto, dessa vez Mia olha para mim, por sinal bastante, ela está querendo falar alguma coisa... Mas ela tem seu tempo. Mia então diz com uma voz entristecida:

- Peço eternas desculpas pela forma que te tratei, o senhor é o meu pai e me educou muito bem... Não deveria ter tolerado a minha ignorância. Eu queria apenas entender um pouco melhor toda essa situação...

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Eu balanço a cabeça lentamente e digo:

- Sim, creio que queira... Mesmo sendo tão difícil. Eu acharia difícil ter um pai completamente diferente dos outros Sims na sociedade... Mas meu pai era apenas um idoso que morreu cedo demais. - eu faço uma pausa e completo: - Queria ser o melhor pai para você, um pai que eu não tive. Um pai que eu gostaria de ter tido... Mas acho que fracassei.

Mia nega de imediato:

- Engana-se ai. Você é o melhor pai que eu poderia querer.

Eu sorrio levemente e digo:

- Obrigado querida e... Desculpe-me por, tudo, simplesmente, sou o culpado de quase tudo. Eu fico sério e digo: - Espero apenas que tudo fique realmente bem... Entre você e eu e nossas vidas... Espero apenas isso.

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