FANDOM


Aprendendo a Ser Pai
Nome Aprendendo a Ser Pai
Escrito por AmandaMM
Data de lançamento 20 de Janeiro de 2014
Simsérie Eternamente
Classificação Classificação 12 anos 12 anos

Cronologia
Temporada
Capítulo Anterior Feridas do Passado (Parte 2)
Próximo Capítulo Mudança de Planos
Mudou-se

Propriedade

Eternamente - 1x02: Aprendendo a Ser Pai é de propriedade de AmandaMM. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.
Eternamente - Capítulo 2 (01)

Terça-feira à noite Mia cresceu novamente, aprendeu tudo o que tinha de aprender e agora é uma linda menininha que a todo tempo enche minhas bochechas de beijos e que ainda pede por colo, no bom sentido.

Atualizei minhas roupas, quero passar a ela a impressão de que amadureço assim como ela, que envelheço mesmo isso não ocorrendo dessa forma e também para ficar com cara de pai. Ainda não sei quando devo revelar a ela minha real forma e também quando devo comentar com ela sobre a morte de Laura.

Essa noite, Mia pediu para que eu contasse uma história para ela dormir. É uma boa ideia... Acho que eu ia gostar disso na idade dela. Vi na estante um único livro infantil e peguei-o. Não fazia ideia de que forma ia contar essa história a ela, mas na hora tudo se resolveu.

Eternamente - Capítulo 2 (02)

Outra coisa que fiz é redecorar seu quarto, coloquei mais coisas, troquei o berço para uma cama, Mia me revelou gostar muito da cor Violeta, sendo está sua favorita, mas mesmo assim opta por amarelo ou laranja. Então consegui uma cama que lembrasse um pouco sua cor favorita.

Antes mesmo de a leitura terminar, Mia dormiu e eu percebi de imediato. Depois de ajeitar seu lençol, beijo sua testa e apago as luzes. Amanhã é o feriado que marcará o fim do inverno, e conseqüentemente retornarei ao meu trabalho no dia seguinte. Usarei o dia de amanhã para, provavelmente, ensinar algumas coisas a Mia assim como conversar com ela sobre outras...

Eternamente - Capítulo 2 (03)

Acordo pouco depois das oito da manhã e vou para o andar de baixo assim que lembro que diferente de mim, Mia não toma sucos de plasma e precisa de um café da manhã de verdade. O único problema e que eu nunca cozinhei... E espero que eu acerte a receita de waffles de primeira.

Ao menos eu consegui isso, depois eu vou para o lado de fora procurar por de baixo da neve fina o jornal que é entregue todas as manhãs. Estou disposto a aderir o hábito de ler jornal toda manhã, por que... Simplesmente vejo todos os pais nos filmes fazendo isso. E acho que daria certo.

Pouco depois de começar a ler o jornal, ouço passos na escada, e sinto a presença de Mia atrás de mim, não é difícil percebê-la, ela e sua mãe quando viva compartilham o fato de a qualquer lugar que elas chegam eu consigo sentir o calor de seus corpos, não como o das outras pessoas e sim um calor diferente, familiar.

Eternamente - Capítulo 2 (04)

Por fim ouço a voz de Mia ainda em tom de alguém que acaba de acordar:

- Bom dia papai... O que tem para eu comer?

Eu digo ainda bem concentrado na reportagem que leio:

- Fiz waffles para você querida, estão no balcão da cozinha, espero que estejam bons. Mia diz enquanto dá mais passos:

- Obrigada, papai.

Ela me chama de papai assim como eu queria, sua voz é tão doce e meiga! Tenho vontade de agarrá-la e enche-la de beijos assim como ela faz comigo. Já estou quase terminando de ler o jornal e ouço Mia na cozinha comendo os waffles que fiz, espero realmente que tenha ficado bom, ela não merece comida mal preparada...

Quando eu terminei de ler o jornal, liguei a TV e fiquei a assistir, Mia algum tempo depois se juntou a mim também, porém nada disse. Percebi então que ela ainda estava de pijama, quase mandei que ela fosse trocar de roupa, mas estou gostando de sua presença aqui, ela poderia ficar aqui comigo um pouco mais.

Eternamente - Capítulo 2 (05)

Eu inicio um assunto com Mia:

- Então filha... Dormiu bem?

Mia diz:

- Sim papai.

Eu me viro para ela, vejo que ela está assistindo realmente a TV e me parece mais concentrada, eu então decido não falar mais nada, porém ela diz pouco tempo depois:

- Papai... Quem era a moça que estava me olhando?

Como assim? Que moça? Eu não entendo o que Mia quis dizer, então eu digo:

- Como assim querida?

Mia diz enquanto coloca a mão no queixo:

- Ela se parecia comigo... Tinha a pele igual e era magra... Papai... Ela estava sorrindo para mim o tempo todo.

Será que Mia sonhou com Laura? Mas... Mia era novinha demais quando Laura morreu... Como poderia lembrar as características dela? Mia diz olhando para mim:

- Por falar em moça... Papai, onde está mamãe?

Eu me levanto do sofá e digo com seriedade:

- Mia. Vamos deixar essa conversa para mais tarde, suba e troque-se.

Mia se levanta também e diz inconformada:

- Mas, papai! Você precisa me falar!

Eu passo a apontar para escada e digo mais sério:

- Mia suba. Agora. Conversamos mais tarde... Eu prometo.

Mia vai a passos lentos e sobe para o quarto, eu jurava que poderia deixar essa conversa sobre Laura para mais tarde... Mas parece que não. Vou tomar meu suco de plasma que ainda hoje não tomei e procurar me preparar para ter uma conversa realmente séria com Mia.

Eternamente - Capítulo 2 (06)

Por volta das cinco da tarde, chamei Mia à sala, quando ela chegou ,eu já estava sentado a sua espera. Ela se sentou ao meu lado, mas nada disse, pelo menos não de imediato, porém com um breve silêncio, Mia disse:

- Vamos conversar sobre aquilo agora papai?

Eternamente - Capítulo 2 (07)

Viro minha cabeça para o outro lado, e ponho-me a pensar se é isso mesmo que devo fazer, as coisas se adiantaram demais, agora não posso mais voltar a trás e devo contar tudo... Espero apenas não estar cometendo algum erro. Mia me tira a concentração quando chama por meu nome, e eu então digo:

- Sim... Vamos conversar. Faça-me suas perguntas.

Mia então um tanto mais empolgada pergunta:

- O que houve com a mamãe? Onde ela está? -

Volto meu olhar a ela, porém bem baixo, ainda é triste comentar sobre a morte de Laura, e parece que vai será pior falar disso para ela. Porém digo mesmo assim:

- Mia eu não sei como te dizer... Mas... - Mia me olha com expectativas e eu respiro fundo. Digo olhando em seus olhos: - Sua mãe está morta... Há muito tempo.

Eternamente - Capítulo 2 (08)

Mia abaixa a cabeça e diz num tom mais baixo:

- Morta? Mamãe... Morreu e ninguém tinha me contado?

Eu digo praticamente imitando seu tom:

- Querida! Você mal havia acabado de nascer... Achei estranho ter sonhado com sua mãe, você não tinha idade de se lembrar dela.

Mia olha para mim e diz:

- O que aconteceu?

Eu olho curioso para ela e digo:

- Como assim?

Mia diz:

- Mamãe morreu como? Mia diz olhando para mim, como se estivesse querendo me convencer dessa forma. - Conta papai! Eu preciso saber!

Eu então viro a cabeça para o outro lado e penso um pouco, se ela continuar olhando dessa forma me convencerá fácil demais. Eu então digo mantendo a postura:

- Eu não sei filha... Não sei se deve ouvir o que tenho a te contar, não ainda, você é muito criança...

Eternamente - Capítulo 2 (09)

Mia diz então:

- Eu posso ouvir papai! Eu posso ouvir! Fale-me, por favor!

Eu me viro para ela e digo: - Certo, um pouco que de calma querida... Contarei-te tudo... E espero que preste bem atenção, lembre-se que você está me pedindo para ouvir tudo isso.

Mia olha de forma mais séria a mim, e sei que ela faz isso para dizer que está preparada. Eu inicio:

- Pouco depois de você nascer, tive um dia cheio de trabalho no hospital e sua mãe ficou em casa como ela sempre ficava. Quando eu voltei suas atitudes estavam de certa forma estranhas... - Mia continua a olhar e dou um suspiro longo enquanto Mia aguarda por minha continuação, porém tocar nesse assunto ainda será dolorido. Eu digo então: - Mais tarde naquele mesmo dia, como disse antes, eu tive um dia cheio de trabalho, estava mais cansado e fui dormir mais cedo, antes tinha falado com sua mãe e ela disse que faria o mesmo... Mas...

Mia diz curiosa:

- Mas...?

Eu levo às mãos a cabeça e digo:

- Eu acordei de um pesadelo já de madrugada, e sua mãe não tinha voltado. Mia demonstra preocupação, mas somente continua a prestar a atenção. Eu ainda com as mãos a cabeça digo: - Desci novamente, anteriormente já tinha ido, porém você chorou e tive de te acudir. Quando desci depois do pesadelo, corri até o lado de fora onde tinha a piscina da casa... Sua mãe se afogou, Laura morreu.

Mia não diz nada, então eu olho para ela, com a cabeça baixa mais pensativa do que nunca. Eu então digo: - Não sei se deveria ter te contado isso, mas você insistiu tanto...

Mia se levanta quase de imediato e diz calmamente:

- Papai... - Ela se interrompe e vira-se para mim, depois diz mudando completamente as expressões e seu doce tom de voz: - Eu matei a mamãe!

Em seguida sem dar-me opção de resposta, Mia corre para se quarto. Eu então corro também e grito:

- Mia! Você entendeu tudo errado! Deixe-me explicar!

Eternamente - Capítulo 2 (10)

Paro na frente da porta de seu quarto, disposto a abri-la. O que eu fiz... Está tudo errado! Porém ouço ruídos como se fosse Mia brincado com suas bonecas e eu decido ouvi-la:

- Minha esposa ainda não veio dormir e estou preocupado! Vou descer para o andar de baixo e procurá-la. - Mia dá uma pausa, estou apenas ouvindo para ver que rumo isso vai tomar. Mia então continua de forma meio diferente: - A não! Não a encontrei e o bebê está chorando! Preciso subir de novo!

Mia dá uma pausa de novo e depois continua:

- Onde está minha esposa? Vou descer de novo e checar do lado de fora! Mia dá uma pausa bem rápida, ouço uns barulhos desconhecidos e logo em seguida ela chorando enquanto diz: - Minha esposa está morta! Se o bebê não tivesse chorado eu a salvaria! E agora vou ter de conviver com a dor toda vida!

Então foi isso que ela entendeu. Sou um péssimo pai que colocou a culpa da morte da esposa na cabeça da própria filha, eu não queria, eu juro que não queria... Depois ouço um barulho que me lembra o de Mia subindo em sua cama, em seguida ela ainda chorando diz:

- A porcaria do bebê era eu... Eu estraguei a vida de papai... Eu não deveria ter nascido!

Não aguento mais, ouvi-la falando assim de tal forma, ela não sabe... Não sabe que foi a melhor coisa que me aconteceu junto com Laura... Ela não sabe, porque eu nunca lhe disse... Já basta eu estragar minha própria vida, ainda acabo estragando a de minha filha. Desço as escadas silenciosamente para não insinuar que eu estava na porta de Mia o tempo e vou para sala, desabar em cima da mesa de jantar e me lamentar de mais um erro.

Eternamente - Capítulo 2 (11)

Enquanto isso eu penso:

- Laura... Laura por favor, diga-me onde eu errei... Diga-me como corrigir... Deus, Deus eu nunca lhe pedir nada, nunca fui religioso... Mas, por favor, ajude a amenizar a minha dor. Eu levanto a cabeça rapidamente e com um dos braços soco com força a mesa e sinto o mármore por muito pouco quebrar. Sinto sua presença, e volto a como estava antes.

Eternamente - Capítulo 2 (12)

Eu sei que ela está olhando para mim e sei também que ela acha que não a percebi. Eu estou lendo sua mente, ela não queria ter me deixado assim, mas ao mesmo tempo ela não sabe o porquê de eu estar assim, mas ela continua a se culpar. Finalmente Mia diz:

- Papai? O senhor está bem?

Eu levanto a cabeça e passo a sentar normalmente na cadeira, Mia dá alguns passos à frente e eu digo:

- Eu ouvi tudo, querida. Eu... Não queria que dissesse tudo aquilo, estas errada.

Mia diz preocupada:

- O senhor ouviu...

Eu me levanto e digo:

- Nunca mais diga que não deveria ter nascido! Eu então grito meio alterado: - Nunca mais!

Mia olha fixamente para mim um pouco assustada, eu apoio uma mão na mesa e digo enquanto olho sem motivo algum para o chão:

- Você foi à melhor coisa que me aconteceu filha. Eu não suporto ouvir aquilo de você. Fico tão magoado. Estou ainda aprendendo a ser pai, não consigo lidar com algumas coisas, e talvez nem demonstrar toda a minha autoridade, mas, por favor, nunca mais diga aquilo.

Mia diz:

- Desculpa papai... Não queria te magoar.

Eu digo voltando meu olhar a ela:

- Eu sei querida... Eu sei.

Mia então diz:

- Isso tudo vai passar, não vai?

Vou até ela e digo com um pequeno sorriso:

- Sempre passa.

Mia sorri de forma mais aberta e diz corando as bochechas:

- Papai...?

Eu digo:

- Diga filha.

Mia estende os braços, ela deve querer um abraço eu então sorrio e abraço-a.

Eternamente - Capítulo 2 (13)

Seu abraço tão aconchegante me fez levantá-la para continuar com Mia em meus braços. Depois a levo assim para seu quarto e ponho-a para dormir. E enquanto eu demorava a pegar no sono em meu quarto, eu penso que devo jamais errar uma explicação para Mia... Jamais mesmo.

Interferência de bloqueador de anúncios detectada!


A Wikia é um site grátis que ganha dinheiro com publicidade. Nós temos uma experiência modificada para leitores usando bloqueadores de anúncios

A Wikia não é acessível se você fez outras modificações. Remova o bloqueador de anúncios personalizado para que a página carregue como esperado.

Também no FANDOM

Wiki aleatória