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O Que Sou Agora
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Nome O Que Sou Agora
Escrito por [[Usuário:Mar99 wiki|Mar99 wiki]]
Data de lançamento 11 de Outubro de 2013
Simsérie A História do Palhaço Triste

Cronologia
Capítulo Anterior Vou Fazer o Meu Melhor
Próximo Capítulo O Fim
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Propriedade

A História do Palhaço Triste - Capítulo 9: O Que Sou Agora é de propriedade de Mar99 wiki. A menos que a edição seja construtiva ou de poucos detalhes, peça permissão ao autor para editar a página.
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– E, depois disso… – falei – estou aqui para contar a história.

– E, depois disso… – falei – estou aqui para contar a história.

– Mas qual foi mesmo a sentença da ACS? – Rafael perguntou.

– Eu tive que me esconder do mundo. – falei – Não procurar ninguém. Não falar com ninguém. Minha sentença foi envelhecer sozinho e amargamente.

– Hum – falou Rafael – Para onde o senhor foi?

– Fui me esconder em Estranhópolis. – falei – É até um pouco irônico… eu me esconder na cidade em que fui acusado de tornar em deserto. Mas quando soube que gente estranha e isolada vivia por lá, pensei que poderia fugir para lá… e não aparecer nunca mais.

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– E… – perguntou Rafael – Roberta… você realmente não foi atrás dela?

– E… – perguntou Rafael – Roberta… você realmente não foi atrás dela?

– Não pude. – falei – Não sabia para onde ela tinha ido. E como fui proibido de ir atrás dela, não o fiz.

– Você sabe, nem que seja um pouco, do que aconteceu com ela? – perguntou.

– Bem, antes de ser condenado a me esconder, eu perguntei ao grupo onde estava Roberta, e se ela estava bem. – falei – Me disseram que ela estava bem e que chamou o nosso filho de Rafael.

Silêncio. Comecei a desconfiar de uma coisa… e ela envolvia o meu entrevistador. Se o nome dele era o qual que ele realmente falou… então…

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– Desculpe, filho – perguntei, sutilmente – Qual é o seu nome?

– Desculpe, filho – perguntei, sutilmente – Qual é o seu nome?

– Sou Rafael Simnitch. Por q… – não foi precisa mais nenhuma palavra. – PAI?!

– FILHO?! – gritei.

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Abraçamos-nos. Como eu pude deixá-lo escapar?

Abraçamos-nos. Como eu pude deixá-lo escapar? Fiquei apenas falando com ele sobre minhas aventuras no passado que me deixei escapar isso. O sobrenome de Roberta era Simnitch… ela chamou nosso filho de Rafael… só podia ser ele!

– PAI! – gritou – Há quanto tempo! Que saudades!

– FILHO! – gritei. Era muita surpresa para nós, que nos sentamos. Logo me lembrei: – E a sua mãe?

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– Bem, ela passou anos sentindo saudades. – falou Rafael – Ela nunca se casou de novo e disse que nunca mais iria se casar.

– Bem, ela passou anos sentindo saudades. – falou Rafael – Ela nunca se casou de novo e disse que nunca mais iria se casar.

– E ela, meu Deus, como vai? – perguntei.

– Bem, isso… isso é… meio complicado de se dizer… – falou Rafael. Eu não entendi. O que poderia ser tão difícil? – Ela morreu… há cinco anos.

Fiquei paralisado. Calei-me. Apenas uma pergunta escapou da minha boca:

– Onde ela esteve esse tempo todo? – perguntei.

– Eu nasci ali em Colina Formosa – disse Rafael – Mas logo com sete anos de idade eu me mudei para Enseada Belladonna. Comecei a estudar jornalismo e hoje estou aqui.

– E sua mãe? – perguntei, novamente.

– Ela conseguiu me sustentar bem durante toda a infância. – falou Rafael – Minha mãe diz que quando havia chegado lá, encontrou apenas o seu tio que podia recebê-la. Esse tio morreu umas três semanas depois, deixando a casa para nós. Era uma boa casa. Dois andares. Três quartos. Cresci feliz.

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O momento foi uma reflexão comigo mesmo.

Prestei atenção na história de meu filho, mas não conseguia parar de pensar em Roberta. O momento foi uma reflexão comigo mesmo. Senti-me como se a sala inteira tivesse desaparecido e eu estivesse apenas num quarto totalmente escuro, iluminado com uma luz de interrogatório. Levantei-me quando ouvi uma voz.

– Ela está morta. – falou uma voz.

– Quem é você? – gritei.

– É preciso apresentações? – falou um fantasma que havia aparecido. Era totalmente roxo. Uma luz ligou sob sua cabeça. – Eu sou você. Seu lado pessimista, para ser exato.

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– …que a sua tão preciosa Roberta morreu? – falou o fantasma – Por quê você precisa pensar ainda?!

– Não venha me atordoar. – gritei – Estou tentando superar o fato que…

– …que a sua tão preciosa Roberta morreu? – falou o fantasma – Por quê você precisa pensar ainda?!

Silêncio.

– Ela se foi, idiota. – falou o fantasma – Morreu. Você vai morrer sozinho. Não adianta mais buscá-la.

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– Não, não! – gritei, tentando evitar a verdade.
– Eu sei o que você está tentando fazer, Palhaço. – falou o fantasma – Não vai funcionar.

– Não, não! – gritei, tentando evitar a verdade.

– Eu sei o que você está tentando fazer, Palhaço. – falou o fantasma – Não vai funcionar. 

Um coração de brinquedo apareceu ao lado do fantasma, e ele logo, zombou: 

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– Esse é o seu coraçãozinho? – perguntou, zombeteiro – Que pena.
O coração pegou fogo. No meio do nada. Era um fogo forte, raivoso. Terrível. Devastador.

– Esse é o seu coraçãozinho? – perguntou, zombeteiro – Que pena.

O coração pegou fogo. No meio do nada. Era um fogo forte, raivoso. Terrível. Devastador.

– NÃO! – gritei.

– Pai – falou Rafael, me puxando de volta para a realidade – O senhor está bem?

Meu coração estava partido. Doendo. Despedaçado. Estraçalhado. Eu não conseguia aguentar mais.

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– Pai! – gritou Rafael – PAI!

– Pai! – gritou Rafael – PAI! Tive um ataque cardíaco. É extremamente perigoso, na minha idade. Rafael tentava me ajudar do jeito que conseguia, mas não deu certo.
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Tive um ataque cardíaco. É extremamente perigoso, na minha idade.

Gritava por me trazerem uma ambulância, mas não adiantava mais. Tudo ficou preto. Vi a morte se aproximar. Morri.

Duas semanas depois que eu morri, Rafael, meu filho, fez a gentileza de me enterrar junto à sua mãe, Roberta, no jardim da sua casa. Acho que ele nunca se sentiu preparado para deixar os túmulos no cemitério, pois queria sua família reunida. Ele vai ficar bem. Eu sei que ele vai. 

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Duas semanas depois que eu morri, Rafael, meu filho, fez a gentileza de me enterrar junto à sua mãe, Roberta, no jardim da sua casa. Acho que ele nunca se sentiu preparado para deixar os túmulos no cemitério, pois queria sua família reunida. Ele vai ficar bem. Eu sei que ele vai.

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